Lembrar ou esquecer as ditaduras: O Agente Secreto visto com José Miguel Wisnik
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Por estes dias, e até à noite de Hollywood, a 15 de Março, os Óscares serão também o sítio das cores verde e amarelo. Por causa de O Agente Secreto. Já começou a guerrilha brasileira na internet. "The Oscar without brazilians is just plain boring?".
Pode ser. Mas que não seja só um exotismo. Para já, teremos de agradecer aos fãs brasileiros o facto de, com as batalhas travadas no ano passado, o ano de Ainda Estou Aqui, a cerimónia da Academia de Hollywood se ter tornado verdadeiramente global.
É a altura, em suma, de regressarmos a O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, nomeado em quatro categorias, entre elas a de melhor filme, melhor filme internacional e melhor actor (Wagner Moura), que continua em exibição nas salas portuguesas, a chegar aos 70 mil espectadores.
Nesta viagem — pelo Brasil da ditadura e do apagamento da memória, mas também pelo país do carnaval e da libertação e da inversão das regras, o Brasil da grande promessa — acompanha-nos José Miguel Wisnik, curador da exposição Complexo Brasil, na Gulbenkian, e ele próprio um cinéfilo, que coloca Brasil e Portugal a olharem-se olhos nos olhos. Como de resto o filme de Kleber, que também é um filme actual para os portugueses. Oiçam esta conversa.
No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).
Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes.
Vamos falar de cinema?
Sim, e vamos falar de outras coisas também.
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