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A Dois Metros do Ídolo

A Dois Metros do Ídolo

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Neste episódio de Uma Vida e Muitas Histórias, mergulhamos em uma paixão musical que começou como ilusão — e terminou como realização de um sonho.

Nos anos 80, surge na vida da narradora um cantor americano que, até então, era praticamente desconhecido no Brasil: Barry Manilow.

Foi amor à primeira audição. A voz. O repertório. A interpretação intensa, romântica, dramática — tudo exatamente como se gostava naquela época.

Enquanto ninguém no Brasil falava dele, era preciso viajar para trazer os discos na mala. Dois ou três LPs cuidadosamente guardados, ouvidos até quase furar.

E então veio a internet. Veio o Orkut. E aquela sensação de ser a única fã brasileira desapareceu. Surgiu um grupo. Amizades. Encontros em São Paulo, no Rio. Jantares, reuniões, troca de CDs, postagens, vídeos — uma comunidade inteira unida por um artista que, pessoalmente, ainda parecia inalcançável.

As amigas iam aos shows. Viajavam. Encontravam. E ela? Só sonhava.

Durante anos, as viagens a Las Vegas renderam shows históricos — Sinatra, Tony Bennett, grandes nomes. Mas nunca coincidiam com as apresentações de Barry Manilow. A frustração crescia.

Até que, um dia, a vida permitiu.

Uma viagem inesperada. Um telefonema para o Hilton. Pedido de lugar privilegiado. Medo da compra não dar certo.

Deu.

E o lugar era simplesmente… no palco.

Uma das mesas redondas montadas nas laterais do palco. Duas cadeiras. Champanhe. Taças com o nome do artista gravado. E ele — a dois metros de distância.

Foi êxtase puro.

O marido preferiu o cassino. Ela foi sozinha. E ali, vivendo o sonho que parecia impossível, ainda fez uma nova amizade: Stacey, americana, sentada à mesma mesa. Uma amizade que começou naquela noite e atravessou os anos nas redes sociais.

Mais do que um show, foi a materialização de uma paixão cultivada por décadas.

Este episódio fala sobre ilusão, sim — mas no melhor sentido da palavra. Aquela ilusão que nos move. Que nos faz viajar. Que nos conecta a pessoas. Que nos faz sentir vivos.

Às vezes, o sonho demora. Mas quando chega, ele nos coloca… no palco.

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