Parei de ser o gargalo da minha operação
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No episódio anterior falei de trabalhar na máquina em vez de ser eu o gargalo de toda a operação. Hoje mostro um exemplo concreto: o workflow que construí para fazer esta newsletter.
Antes disso, explico uma mudança de rota. A Superhuman nasceu para validar até onde ia o negócio de uma pessoa, mas eu não defendo essa tese. O que faz sentido é documentar o que estou a viver na WhiteFlow, com equipa, clientes exigentes, contratação, fluxo de caixa, e mostrar como meto uma camada de IA por cima de tudo isso. E para imprimir escala trouxe o Tiago para a operação.
Sobre o workflow em si: transformei a criação da newsletter num playbook de três comandos. Gravo um áudio, e a partir daí a máquina transcreve, escreve o draft na minha voz, edita, revê, e no fim publica na minha app sem eu sair do sítio. O passo que mais valorizo é o último, o compound: ele compara o draft original com as minhas edições e aprende, por isso a cada execução edito menos.
A lição que fica é onde é que o humano tem de estar. No meu caso, no áudio e na edição final, porque é aí que está a experiência que nenhuma IA inventa. Construir isto não é trabalho automático, mas é onde devias pôr a maior parte do teu tempo, porque o retorno multiplica por toda a gente que corre o mesmo processo.