Às vezes, o mais produtivo é parar
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Estive umas semanas sem gravar, e há uma razão. A velocidade a que tudo está a mudar tinha-me deixado num nevoeiro: muita ansiedade e pouca lucidez para decidir. E o meu trabalho, no fundo, é decidir o dia inteiro. Quando senti que estava a chegar ao limite, fiz o que já aprendi a fazer noutras vezes: desapareci.
Fui sozinho para os Açores, sem outro objetivo a não ser andar e desligar por completo da tecnologia. Apanhei nevoeiro nas montanhas e, curiosamente, foi a minha cabeça que ficou limpa. Voltei com a paciência renovada e com clareza sobre a direção dos próximos meses, toda ela ganha por subtração: não trouxe nada novo para fazer, trouxe o que tenho de deixar de fazer.
Neste episódio falo dos ciclos de trabalho e pausa que respeito, de porque é que a direção certa importa mais do que a velocidade, e da maior visão que trouxe: trabalhar na máquina em vez de trabalhar no que a máquina produz. Em vez de me focar no output, vou construir os playbooks da empresa para elevar a média de toda a equipa.
A mensagem que anotei para hoje foi simples: às vezes o mais produtivo é afastares-te. Se andas com a mesma ansiedade sobre tudo o que está a mudar, talvez esteja na altura de parares, para depois conseguires acelerar na direção certa.