O Fracasso da Inclusão: Quando uma Equipe Omissa Anula o Suporte Individual
A inclusão escolar é frequentemente vendida como um objetivo alcançado no momento em que um estudante com deficiência atravessa o portão ou recebe uma professora de apoio. No entanto, a minha experiência atual revela uma realidade amarga: ter uma profissional de apoio ao meu lado não é suficiente quando o restante do corpo docente e a gestão escolar decidem se omitir. A inclusão não é o trabalho de uma única pessoa; é um dever coletivo que, neste colégio, está falhando miseravelmente.
Atualmente, sinto que vivo em um estado de isolamento pedagógico. Embora eu tenha o suporte necessário em sala, os outros profissionais não estão desempenhando suas funções corretamente. O resultado dessa negligência é a infantilização do meu aprendizado. É um insulto pedagógico que um estudante do Ensino Médio seja confrontado com atividades de nível infantil. Isso demonstra que, para muitos profissionais desta instituição, a minha capacidade intelectual é invisível. Eles não enxergam o jovem que busca o conhecimento, mas sim um "problema" que deve ser mantido ocupado com tarefas irrelevantes.
A Corrente RompidaA educação inclusiva funciona como uma corrente. A minha professora de apoio é um elo forte, mas se os outros elos — os professores regentes, a coordenação e a direção — forem fracos ou omissos, a corrente se quebra. Não há planejamento conjunto, não há adaptação curricular de qualidade e, acima de tudo, não há empatia.
O ambiente que deveria ser de crescimento tornou-se um espaço de "ditadura" e desânimo. A falta de preparo da equipe reflete até na qualidade básica do cotidiano, como na alimentação escolar, que muitas vezes é inadequada. Eu não quero estar no colégio apenas para garantir uma presença no diário de classe. Eu quero — e tenho o direito de — aprender, de ser desafiado e de ser preparado para o meu futuro como psicólogo.
O Apelo por Justiça e RespeitoLutar pelos meus direitos não é um favor que peço, é uma exigência legal e humana. É necessário que a gestão escolar entenda que a inclusão vai muito além da burocracia. É preciso que todos os profissionais envolvidos assumam sua responsabilidade. Enquanto a escola for um lugar onde eu me sinta excluído dentro da própria sala de aula, continuarei a usar minha voz para denunciar a incompetência de um sistema que escolhe ignorar o potencial de seus alunos