• A elegância do comportamento e o retorno à Natureza
    May 26 2026

    Neste episódio do podcast filosófico da Nova Acrópole do Brasil, os professores Danilo Gomes e José Roberto refletem sobre a elegância do comportamento e a necessidade de um retorno consciente à natureza. A partir de referências filosóficas como Confúcio, Platão, Ortega y Gasset e tradições antigas do Oriente e do Ocidente, o diálogo explora a relação entre ética, beleza e harmonia na vida humana.

    Ao longo da conversa, é apresentada a ideia de que a verdadeira elegância não está ligada apenas à aparência exterior, mas principalmente à forma como o ser humano se relaciona consigo mesmo, com os outros e com a natureza. O comportamento ético, cortês e harmonioso é visto como uma expressão de inteligência e discernimento, capaz de aproximar o indivíduo daquilo que há de mais essencial em sua natureza.

    Os professores também refletem sobre os desafios da sociedade contemporânea, marcada pela desconexão interior, pela perda do sentido de unidade e pelo afastamento do ritmo natural da vida. Em contraste, antigas civilizações compreendiam o ser humano como parte integrante do cosmos e cultivavam uma relação de profundo respeito com a Terra, o trabalho, os objetos e as relações humanas.

    A conversa destaca ainda como a amizade, a fraternidade, a cortesia e o cuidado com as pequenas coisas podem contribuir para uma sociedade mais humana, integrada e consciente. Ao reconhecer-se como parte de uma grande unidade viva, o ser humano pode reencontrar sentido, esperança e um propósito mais elevado para sua existência.

    Participantes: José Roberto e Danilo Gomes
    Trilha Sonora: Adagio da Sinfonia nº 10, de Gustav Mahler

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    41 mins
  • Os quatro níveis de leitura
    May 18 2026

    do ato de ler? Você, ouvinte, conseguiria identificar em qual deles se encontra?

    Neste episódio, os professores Cristiano Born e Pedro Guimarães refletem sobre os diferentes níveis de leitura e discutem até onde eles podem conduzir o ser humano em sua busca por conhecimento e compreensão da vida. Afinal, estamos realmente conscientes da leitura como ferramenta de investigação, aprofundamento e transformação interior?

    Inspirado na obra Como Ler Livros, do filósofo americano Mortimer Adler, o episódio apresenta os quatro níveis de leitura desenvolvidos pelo autor. Essas etapas podem ser compreendidas tanto como graus de aprofundamento da leitura quanto como fases do desenvolvimento da consciência humana. Adler organiza e esclarece processos que, muitas vezes, realizamos intuitivamente. A obra Leitura e Memória, do professor Cristiano Born, amplia essa reflexão sob uma perspectiva filosófica.

    Segundo Adler, o primeiro nível é o da leitura elementar ou literal, seguido pelo nível inspecional ou averiguativo. Ambos são muito presentes no universo digital contemporâneo, marcado pela rapidez e pela superficialidade no consumo de informações. Nesses níveis, há pouca participação da consciência crítica, predominando a coleta de dados sem maior elaboração reflexiva.

    O terceiro nível é o da leitura analítica, em que o leitor busca compreender as intenções, ideias e argumentos do autor. Trata-se de uma postura ativa de diálogo, em que ler e refletir tornam-se exercícios inseparáveis. Já o quarto e mais elevado nível é o da leitura sintópica. Nesse estágio, o foco deixa de ser apenas o livro e passa a ser o próprio tema estudado. O leitor compara autores, conceitos e perspectivas distintas para alcançar uma compreensão mais ampla e profunda do assunto investigado.

    A leitura analítica permite desenvolver a compreensão necessária para o julgamento consciente, enquanto a leitura sintópica amplia a flexibilidade do pensamento e favorece uma visão mais abrangente da realidade. Ambas contribuem para aquilo que os professores chamam de "leitura da vida", em oposição aos automatismos que frequentemente limitam a consciência humana.

    Participantes: Cristiano Born e Pedro Guimarães
    Trilha Sonora: Beethoven — Symphonie nº 8 – Allegro Vivace

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    27 mins
  • De Sêneca a Schopenhauer: Como lidar conosco?
    May 11 2026

    Como lidar conosco mesmo, encontrar equilíbrio emocional e viver com mais consciência inspirado nas ideias de Sêneca e Schopenhauer. O episódio aborda reflexões sobre felicidade, serenidade, autoconhecimento e a importância de viver o presente com mais lucidez e tranquilidade. Entre estoicismo e reflexão filosófica, o episódio mostra como lidar em meio às pressões, desejos e inquietações do cotidiano.

    Os professores Bernardo Norat e Danilo Gomes traçam um paralelo entre o estoicismo de Sêneca e a filosofia de Schopenhauer, mostrando como ambos discutem questões atuais com o controle das emoções, o excesso de desejos, a influência da sociedade, a solidão, o planejamento da vida e o fortalecimento da vida interior. A conversa apresenta caminhos práticos para enfrentar preocupações, frustrações e expectativas sobre o futuro.

    Ao longo do episódio, fica a reflexão de que a verdadeira tranquilidade nasce da consciência sobre aquilo que depende de nós. Mais do que buscar felicidade em fatores externos, os filósofos convidam a desenvolver bons pensamentos, ações equilibradas e atenção ao presente.

    Com uma linguagem acessível e reflexiva, o podcast aproxima a filosofia da vida cotidiana e reforça a proposta de trazer de maneira prática ensinamentos filosóficos que ajudam no autoconhecimento, na serenidade e em uma vida com mais sentido.


    Participantes: Bernardo Norat e Danilo Gomes
    Trilha Sonora: Sergei Rachmaninov - Concerto para Piano nº2 I. Moderato

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    36 mins
  • Reflexões sobre a obra Fédon
    May 4 2026

    Neste episódio, refletimos sobre o Fédon, de Platão, e a imortalidade da alma a partir dos últimos momentos de Sócrates. O diálogo apresenta a morte como uma transição e o conhecimento como reminiscência — recordar aquilo que a alma já sabe.

    A conversa aborda a relação entre alma, psique e espírito, destacando a importância de uma vida consciente, baseada na reflexão, na harmonia interior e no cultivo de valores permanentes.

    O ser humano que encontra a consciência de unidade dentro de si, poderá tomar consciência da unidade fundamental de todas as coisas.

    Sem união não é possível construir algo grande e de valor. Os construtores de pirâmides, catedrais, grandes cidades o fizeram em razão da união que tiveram.

    O sentido de unidade torna o ser humano mais generoso, contribuindo, assim, para uma sociedade, mais justa, fraterna e feliz.

    Participantes: Alice Mika e Danilo Gomes
    Trilha Sonora: Sinfonia nº 8 – Adagio, de Anton Bruckner

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    32 mins
  • Identidade, vida social ou dependência?
    Apr 27 2026

    Neste episódio, o podcast da Nova Acrópole do Brasil propõe uma reflexão filosófica sobre identidade, vida social e dependência, destacando a necessidade de compreender o ser humano para além de suas definições superficiais. A partir da perspectiva das tradições clássicas, é apresentada a visão de que o indivíduo possui uma natureza tripla — instintiva, humana e superior — e que a verdadeira identidade é uma conquista construída por meio do autoconhecimento, da razão e do desenvolvimento de virtudes. Nesse sentido, a filosofia surge como um caminho para reconhecer e harmonizar essas dimensões, orientando o ser humano em direção a uma vida mais consciente e significativa.

    O diálogo evidencia que a vida social não é apenas uma condição de convivência, mas um campo essencial de aprendizado, onde o indivíduo desenvolve suas capacidades mais nobres. Ao mesmo tempo, alerta-se para os riscos da perda da individualidade diante de relações baseadas na dominação, submissão ou na mentalidade gregária. A proposta filosófica apresentada — alinhada à visão da Nova Acrópole — reforça a importância de uma formação integral, que une ética, sociopolítica e filosofia da história, permitindo ao ser humano atuar de maneira livre, responsável e consciente dentro da sociedade, sem abrir mão de sua identidade.

    Por fim, o episódio destaca que a filosofia, enquanto prática viva, é fundamental para uma escola que busca formar indivíduos mais humanos e comprometidos com o bem comum. Ao estimular o autoconhecimento, o desenvolvimento de valores e a capacidade de amar, a reflexão sobre esses temas torna-se indispensável para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Assim, o podcast convida o ouvinte a transformar conhecimento em ação, fortalecendo sua identidade e contribuindo ativamente para a harmonia coletiva.

    Participantes: José Roberto e Danilo Gomes
    Trilha Sonora: Piano Sonata nº 16 em Dó Maior, K. 545 (1º movimento) – Mozart

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    52 mins
  • Terra: o Lar comum
    Apr 20 2026

    Neste episódio, a partir do Dia Internacional da Mãe Terra, refletimos sobre a Terra como um lar comum e vivo, que sustenta e interliga todas as formas de vida. A conversa propõe uma visão filosófica que vai além do aspecto material, convidando a reconhecer a natureza como um sistema integrado, onde tudo se relaciona.

    São abordados os impactos das ações humanas no equilíbrio do planeta e a necessidade de resgatar uma relação mais consciente e respeitosa com a natureza. A integração entre ciência e filosofia surge como um caminho para compreender melhor essas inter-relações e inspirar novas formas de agir.

    Por fim, o episódio destaca a importância da fraternidade e da colaboração como princípios naturais da vida, apontando que o reconhecimento da unidade entre todos os seres pode conduzir a uma existência mais harmônica e significativa.

    Participantes: Roberto Pértile e Danilo Gomes
    Trilha Sonora: Suíte para Orquestra nº 2 em Si menor, BWV 1067 – Rondo, de Johann Sebastian Bach

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    27 mins
  • A filosofia e a arte de aprender com quem sabe
    Apr 12 2026

    Neste episódio do podcast filosófico da Nova Acrópole do Brasil, é proposta uma reflexão profunda sobre a importância de aprender com quem sabe, destacando esse processo como algo natural nas relações humanas e essencial para o desenvolvimento integral do ser humano.

    A conversa aborda o contexto atual, marcado pelo fácil acesso à informação, que muitas vezes favorece o autodidatismo, mas não substitui o valor da orientação de pessoas mais experientes. Inspirados por grandes sábios da história, como Sócrates e Platão, os participantes exploram como o contato com mestres pode acelerar o aprendizado, evitar erros desnecessários e proporcionar maior discernimento diante da vida.

    Também se discute o impacto desse aprendizado nas relações humanas, evidenciando que o verdadeiro conhecimento contribui para o autodomínio, o fortalecimento das virtudes e a construção de vínculos mais profundos e harmoniosos. A filosofia é apresentada como um caminho de constante aprendizado, no qual ensinar e aprender são processos complementares e contínuos.

    Por meio de analogias com a natureza — como o fluxo de um rio ou a harmonia dos astros —, o episódio ilustra como a transmissão do conhecimento pode ser comparada a uma força que orienta, sem impor, respeitando a individualidade de cada ser humano.

    Ao final, reforça-se a proposta filosófica de uma vida dedicada ao amor à sabedoria, na qual o ser humano, ao aprender com os grandes mestres da humanidade, torna-se também um agente de transformação, contribuindo para uma sociedade mais justa, consciente e fraterna.

    Participantes: José Roberto, Danilo Gomes e Pedro Guimarães
    Trilha Sonora: Minueto – Luigi Cherubini

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    37 mins
  • Ensinamentos da Roma antiga sobre gestão e estratégia
    Apr 6 2026

    Neste episódio, aborda-se a Pax Romana como um período de grande estabilidade e expansão, evidenciando como Roma alcançou prosperidade por meio da coerência entre valores, identidade e ação.

    A partir de uma perspectiva filosófica, destaca-se o papel de líderes como Otávio Augusto na renovação dos ideais romanos, bem como a importância da formação moral e da filosofia na construção de uma liderança capaz de governar a si mesma e promover unidade.

    Mais do que um plano formal, a estratégia romana revela-se como um padrão de decisões alinhadas a um ideal civilizatório. O episódio convida, assim, a aprender com a história e a aplicar esses princípios no cotidiano, contribuindo para uma sociedade mais consciente e equilibrada.

    O ser humano e o cosmos são unidades funcionais da Natureza. O organismo humano funciona de forma unitária, cada célula, cada órgão cumpre sua função de acordo com sua natureza e em benefício do todo que participa. O mesmo ocorre com os demais elementos do cosmos que possuem uma individualidade, mas cumprem sua função em benefício do todo.

    Participantes: Teresinha Cesena, Tiago Grandi e Danilo Gomes

    Trilha Sonora: O Barbeiro de Sevilha — Joaquim Rossini

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    38 mins