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Pistis Sophia

Pistis Sophia

Written by: Gnose Contemporânea
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O Canal Pistis Sophia representa a Gnose Contemporânea, incentivando a busca da sabedoria através do autoconhecimento. Compreendemos que a sabedoria não está vinculada a busca do “sentido da vida”, mas o “objetivo da Vida”. Os estudos oferecidos servem como guias para a autoanálise e desenvolvimento psicológico. "Pistis Sophia," pode ser traduzido como "fé de Sophia", uma vez que Sophia, para os Gnósticos, é a sizígia divina do Cristo. Através do autoconhecimento, desvendamos os véus da ignorância e buscamos a "sizígia," a união com a Verdade e a realidade.Gnose Contemporânea Spirituality
Episodes
  • Parábolas de Jesus Cristo - Pistis Sophia 51
    May 5 2026

    As parábolas possuem sete níveis de compreensão; poucos alcançam do quarto nível em diante. Elas contêm símbolos que funcionam como chaves, nas quais cada elemento da narrativa assume um significado específico.Todas as parábolas formam um retrato do Reino de Deus: revelam como a mensagem é recebida, como o bem e o mal coexistem na história, como ocorre o arrependimento e como Deus nos convida à sua mesa.A parábola do semeador nos ensina que somos, ao mesmo tempo, semeadores e solo. O “inimigo” pode ser compreendido como o inconsciente que semeia o joio — isto é, más ações e tendências.No entanto, nem todas as sementes encontram terreno fértil. Muitas não vingam porque caem em solos pedregosos ou espinhosos, que podem representar mentes ainda inclinadas a acolher somente o ilícito — as “ervas daninhas” — e a rejeitar as sementes do bem.Dessa forma, devemos deixar de agir como “Filhos Pródigos”, abandonando o desperdício de tempo com o que é fútil e efêmero, e retornar ao Pai.Mas por que somos considerados filhos pródigos? Porque frequentemente usamos nossa energia apenas para prazeres egoístas, acreditando que sabemos conduzir nossa vida da melhor forma. Agindo assim, de modo inconsciente, acabamos por nos afastar do Pai, o que nos conduz à miséria interior e a um estado de vazio, acompanhado de consequências dolorosas.Todas as parábolas falam do mesmo Reino: são a Verdade recebida como ponto de partida para um progresso que deve ser vivido e revelado por nós mesmos.O 7º nível de compreensão das parábolas é como a festa no retorno: para aqueles que, como o pródigo, humildemente retornam ao Pai.

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    35 mins
  • Os conflitos vivenciados por Jesus - Pistis Sophia 50
    Apr 21 2026

    Todo ato público, sobretudo quando ligado aocontexto religioso, acaba entrando em conflito com certos padrões depensamento. Jesus Cristo, por exemplo, após ser batizado, vai à sinagoga e lêuma passagem do profeta Isaías, na qual anuncia libertação aos presos, cura aoscegos e o ano da graça de Deus. Em seguida, declara que aquela profecia secumpriu naquele momento, o que provoca revolta entre os presentes.

    Há ainda outros exemplos: o conflito em torno dacura realizada por Jesus Cristo no sábado, ao questionar a proibição dequalquer tipo de trabalho nesse dia; e a expulsão dos vendedores do templo,revelando um Cristo revolucionário, distante da imagem meramente compassiva.

    Por fim, destaca-se a denúncia de Jesus Cristocontra escribas e fariseus, comparando-os a sepulcros caiados: belos por fora,mas cheios de morte e impureza por dentro.

    Todos esses conflitos foram abordados nesseepisódio, reforçando a necessidade do confronto consciente com o ego edemonstrando, dessa forma, a atitude do Ser, que desafia a autoridade religiosamecânica e pífia entre homens inconscientes.

    Em resumo, os conflitos surgiam porque Cristopropunha uma religião do coração, da justiça e da compaixão, enquanto muitoslíderes religiosos estavam presos ao formalismo, ao poder institucional e àaparência de piedade.

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    31 mins
  • Os Milagres de Cura Realizados por Jesus - Pistis Sophia 49
    Apr 7 2026

    A grande maioria das pessoas, ao ouvir falar acerca dos milagres de cura realizados por Jesus Cristo, acaba levando o entendimento ao literal, achando que se trata apenas de cura física ou de algo sobrenatural. Mas cada cura relatada nos evangelhos é, na verdade, a representação simbólica de um processo íntimo de transformação do próprio Cristo Jesus.

    A cura não é apenas do corpo, da matéria, mas sim de todos os estados internos. A doença, sob a ótica gnóstica, não é somente um desequilíbrio biológico, mas a expressão externa de desarmonias internas psicológicas e espirituais. Assim, quando Jesus cura, não atua apenas sobre a matéria, mas sobre as causas ocultas que dão origem ao sofrimento.

    Os cegos que passam a ver representam aqueles que despertam para a verdade; os surdos que voltam a ouvir simbolizam a capacidade de escutar o chamado do Ser; os paralíticos que passam a caminhar indicam a libertação da inércia, deixando de viver no inconsciente e passando a viver de forma consciente, libertando a essência engarrafada pelo ego e despertando para a vida.

    Cada milagre é um convite à superação das limitações impostas pelos próprios “eus” (pensamentos). Compreende-se que essas curas não são privilégios divinos concedidos a poucos, mas possibilidades latentes em todo ser humano que trilha o caminho da transformação interior. O Cristo Íntimo, ao manifestar-se, tem a capacidade de restaurar, equilibrar e despertar aquilo que se encontra adormecido em nós.

    Assim, os milagres de cura não são apenas relatos do passado, mas ensinamentos vivos do trabalho que cada estudante deve realizar em si mesmo.

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    20 mins
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