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  • Como a I.A. pode contribuir para a produção literária?
    Jan 29 2026

    Neste episódio de Prelo, vamos falar sobre os princípios da I.A. Muita coisa mudou nesse últimos anos e ela tem parecido, cada vez mais, uma ferramenta incontornável. Você abre o seu e-mail, o seu processador de texto e você se depara com a mensagem: "Você não quer que eu escreva para você?" ou "Você não quer que esse recurso seja ativado?".

    Parece que, da troca de mensagens à escrita de e-mails e elaboração de redações e trabalhos, a inteligência artificial tem sido insidiosamente presente. Em que medida isso é positivo? Em que medida isso não é nada positivo e um elemento muito deletério para a produção textual?

    Eu passei os últimos seis meses usando a inteligência artificial para gravar esse episódio e te mostrar como esse recurso pode te ajudar a escrever o seu livro.


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    19 mins
  • A Psicologia da Criação
    Jan 15 2026

    Neste episódio de Prelo, você vai aprender a entender e superar bloqueios criativos e resistências internas.

    Estes medos enraizados: o que são? Do que se alimentam? Como aprender a ignorá-los? Como NÃO revisar os seus originais com as lentes da autodepreciação?

    Na primeira aula desta semana, conversamos sobre o trabalho criativo e o percurso autoral. Afinal, um romance é um meio de denunciar, de mergulhar num mundo próprio, de fomentar a própria voz e estimular a riqueza da linguagem.

    Para forjar um livro é preciso acreditar que ele vai existir um dia. É preciso confiar neste poder de materialização do que ainda não tem forma.

    Os livros, afinal, nascem de algo tão impalpável quanto um anseio. De um lugar impreciso, vago, do que os psicanalistas chamam de "umbigo do sonho". Houve uma vez em que Ulisses não existia. Ou Crime e Castigo. Hoje, não concebemos o mundo sem eles, e nem imaginamos que algum dia eram apenas anotações num caderno, um modo de sobrevivência.

    Estas escritoras, estes escritores tiveram a generosidade de perceber que as ideias não bastam (a biblioteca dos livros inexistentes está cheia de boas ideias assim como o inferno está repleto de boas intenções).

    E mais: entendendo a psicologia da criação e as necessidades que a leitura de um livro satisfaz, você aprenderá recursos para construir uma obra irresistível e como capturar a atenção dos seus leitores.

    Já te aconteceu de não conseguir largar um filme ou um livro, mesmo que não esteja gostando tanto dele?

    Nesta conversa, vamos superar a dicotomia existente entre improvisar o livro ou estruturá-lo. O que significa estruturar um romance, e qual é o espaço que deve ser deixado para o acidente feliz da criação.

    E HOJE, quinta-feira, 15 de janeiro, temos a terceira aula da Semana do Romance! Não perca!

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    1 hr and 5 mins
  • Projeto: Um Romance em 2026
    Jan 1 2026

    #132 – No novo episódio de Prelo, tenho um exercício para você. É a primeira aula para a escrita do seu romance em 2026.

    São 12 perguntas reflexivas que você deve se fazer para se preparar para escrever o seu melhor livro no ano que começa. É um tempo para sonhar. Se você escrevesse ou seu livro, o seu romance, nos próximos meses, como será que a vida seria para você? Como você imagina este cenário?

    Quão motivada, quão motivado você está para aprontar isso?

    O que isso faria para a sua vida?

    O que está no caminho? Qual é o obstáculo?

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    27 mins
  • Melhores Leituras de 2025
    Dec 18 2025

    #131 – Já reparou que o tempo se dilata quando lemos? Por aqui, 2025 teve cinquenta meses, e resolvi dividir com você algumas das leituras mais intensas e absorventes que fiz desde o remoto mês de janeiro.

    Indico as melhores porque sei que, para escrever bem, precisamos da companhia de bons livros. E para seguirmos motivados, nada como leituras que orientem caminhos.

    Foram histórias em quadrinhos, ensaios, romances. Clássicos e contemporâneos. Não me pautei muito em categorias, nacionalidades prévias. Eu me servi do que gostava. Segui o apetite.

    Se quiser, preparei aqui uma pequena aula onde me debruço sobre algumas dessas leituras.

    E você? Quais foram as suas melhores leituras de 2025?

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    18 mins
  • As Etapas da Publicação de um Livro
    Dec 4 2025

    #130 – Publicar não é uma ciência exata. Mas suas variáveis são mais ou menos previsíveis.

    Cada livro que escrevi cumpriu um caminho distinto no mundo das editoras, percorreu algumas etapas específicas. Publicar por uma casa editorial pequena não é o mesmo que lançar o seu livro por uma editora grande, ou ter a sua obra divulgada pelo Sesc ou pela Funarte.

    Nesses mais de 20 anos publicando, percorri diversos caminhos. E posso dizer que, apesar das especificidades, existem algumas etapas necessárias – e outras altamente recomendadas – pelas quais você deverá passar.

    Antecipar essas etapas e saber o que esperar pode te ajudar muito na hora de fazer boas escolhas e garantir que seu livro seja bem conduzido e bem editado.

    No novíssimo episódio de Prelo, conto para você as etapas da publicação.

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    21 mins
  • Biomas Afetivos: Leituras de Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Augusto de Campos – uma conversa com Reynaldo Damazio
    Nov 21 2025

    #129 – “É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor da separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio – já estudei matemática que é a loucura do raciocínio – mas agora quero o plasma – quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? Ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração. E com uma desenvoltura de toureiro na arena.”

    Essa é a abertura de Água Viva, da Clarice Lispector, um dos poucos livros da autora que felizmente ainda não li. Ia copiar só um trechinho, mas deu vontade de percorrer o parágrafo todo.

    Imagine o que foi ler algo assim na adolescência, o abalo tectônico que representou na formação da personalidade, ainda uma argila úmida. Clarice, toda grande literatura formalmente disruptiva, abre em nós uma fissura no tecido discursivo, na viscosidade dos lugares comuns, nos discursos motivacionais e técnicos, na arenga ameaçadora das escolas, no sussurro neurótico das novelas domésticas, no esforço sempre vão dos adultos de domesticar a perturbação selvagem daqueles anos perigosos.
    Foi o meu caso, quando li “Amor”, quando li “Perto do Coração Selvagem”, que Clarice escreveu quando tinha apenas 17 anos. E foi também o que aconteceu com o meu amigo Reynaldo Damazio. A palavra nunca mais seria a mesma.

    O Reynaldo – poeta, editor, jornalista, coordenador de literatura na Casa das Rosas, em São Paulo, e colaborador das formações do nosso canal, Escrita Criativa – foi iniciado por Clarice Lispector. E por Carolina Maria de Jesus. E por Augusto de Campos. E desde então uma verdade profunda sobre a poesia acompanhou a sua vida e a sua própria escrita.

    O Reynaldo é também uma das minhas amizades mais antigas na literatura. É o grande amigo na viagem a Alto Paraíso que retratei em “Divã: jangada”, terceiro ensaio de “Baleias no Deserto”. É dele o ensaio no fim de "Documentário", que a Funarte publicou. São vinte anos de prosa, leituras e colaborações. E nesta semana, quero convidar você a sentar-se comigo e com o Rey em um papo sobre como os anos inaugurais da adolescência ajudaram a compor o sujeito que lê e que escreve.

    Reynaldo Damazio nasceu em São Paulo. Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais pela USP, com especialização em publicidade e gestão cultural; é editor, crítico literário, tradutor, curador de eventos literários, mediador de oficinas de criação e supervisor de conteúdo e formação nos museus Casa das Rosas, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida. Autor de O que é criança (Editora Brasiliense), Nu entre nuvens (Ciência do Acidente), Horas perplexas (Editora 34), Trilhas, notas & outras tramas (Dobradura Editorial), Crítica de trincheira: resenhas (Giostri Editora) e Movimentos portáteis (Kotter Editorial), entre outros. Criou em 2012 o programa formativo Clipe (Curso Livre de Preparação de Escritores), na Casa das Rosas, que coordena até hoje, e foi co-curador das exposições “Um corpo estanho: Centenário de publicação de A metamorfose”, em 2015, “As ideias concretas: Poesia 60 anos adiante”, em 2016, e “Barroco em trânsito”, em 2017, todas na Casa das Rosas.

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    1 hr and 24 mins
  • O que tem funcionado no mundo da publicação?
    Nov 6 2025

    #128 – Muita coisa mudou no mundo editorial nos últimos vinte anos.

    Por conta de um certo saudosismo ou de uma certa romantização, temos dificuldades em enxergar isso.

    Práticas de divulgação, debate e publicação praticamente se extinguiram. O papel do jornal e da livraria diminuiu, as editoras se multiplicaram. Aquilo que funcionava há vinte anos não funciona mais.

    Ao mesmo tempo, muitas possibilidades surgiram no universo da publicação, incluindo aí a autopublicação, o financiamento coletivo, o print-on-demand, a criação de uma plataforma autoral. Autor e leitor têm a chance de manter um diálogo regular que, há vinte anos, seria impensável.

    Se é verdade que os nossos esforços devem se concentrar na própria obra — na criação, na prática regular da escrita — tampouco podemos ignorar o mundo em que estaremos lançando esse livro e os meios pelos quais isso é feito.

    É esse o tema do novo episódio de Prelo: o que tem funcionado no mundo da publicação.

    Vamos conversar sobre:

    √ Os recursos e possibilidades da publicação tradicional e da autopublicação, e por onde devo seguir com o meu próximo livro;

    √ Por que a autoria — estilo, subjetividade, histórias particulares — será cada vez mais valorizada no mundo da IA;

    √ Os recursos que utilizei em Baleias no Deserto para vender centenas de exemplares na pré-venda;

    √ Como as nossas primeiras leituras pautaram o nosso caminho na literatura e no modo como enxergamos a escrita hoje.

    Um excelente episódio!

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    34 mins
  • O escritor fora: crônica da mudança e lembrança de Roberto Bolaño
    Oct 23 2025

    #127 – Eles estão por fora.

    Não participam. Fazem questão de não saber. Estão envolvidos com suas próprias coisas. Absorvidos por sua militância particular.

    São indiferentes à polêmica mais circunstancial, ao sobe e desce dos palanques, dos congressos do ofício. “Você viu?” “Soube do que disse ele, do que disse ela?” Não, não sabem. Você vai ter de contar. As colunas do jornal? O lançamento blockbuster, aquele debate em que todo mundo irá se envolver por vinte e cinco dias corridos? Ele ouviu falar qualquer coisa, sim. Você lhe conta, ele opina. Segue, e é isso.

    E esquece do assunto, assim como você se esquece dele.

    Uns constroem devagar sua biblioteca. Veem os pais envelhecer. Participam dos aniversários.

    E há esses outros, dos quais temos poucas notícias.

    Foi sua escolha, afinal. Ele partiu. Pode voltar uma, outra, uma infinidade de vezes. Mas nosso amigo, nossa amiga, parecem não se contentar com a novela cotidiana dos conhecidos e familiaridades.

    É uma escolha difícil: afinal, a trama social é o que nos sustenta. É o outro que nos oferece os parâmetros. O espaço-tempo, são os outros que ancoram.

    Eles talvez vivam em um tempo sem tempo, em um lugar sem lugar. Quem sabe?

    De quem estamos falando? Ora.

    É do fotógrafo que passa as noites fumando, resmungando em mandarim, jogando mahjong e tirando fotos dos becos escuros de Xangai. É a bióloga que investiga o comportamento dos fungos que nascem depois dos incêndios em Oaxaca. É o músico do cruzeiro transatlântico, que aprende a viver sobre as águas, e que se sente só apenas quando volta para casa.

    Estamos falando das escritoras e dos escritores que não participam do meio. Que estão em outro lugar, fazendo um bolo e tomando um café em um sítio, cuidando da sua horta. Vão começar agora a leitura de um livro que descobriram em uma livraria de bairro e do qual quase ninguém ouviu falar.

    Estou falando de escrita, de viagem, de algo maior que a literatura.

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    21 mins