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Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo

Written by: Rui Tavares
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Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos.

Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa.

A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.

2026 Expresso
World
Episodes
  • Como começa o tempo? A história do ano 1 do calendário Islâmico
    Jul 16 2026

    Partimos de Bassorá, cidade nas margens da antiga Mesopotâmia, para seguir a história da origem do calendário da Égira. O ponto de partida é quase burocrático: uma carta enviada para Medina sem indicação do ano. Mas dessa dificuldade administrativa nasce uma questão muito maior: como começar a contar o tempo de uma nova comunidade, de um novo império, de uma nova visão do mundo?

    Neste episódio, Rui Tavares percorre a história da criação do calendário islâmico e explica por que razão venceu a Hégira — a migração de Maomé de Meca para Medina — como marco inaugural da nova era. Pelo caminho cruzam-se religião, política, cronologia e memória, num exercício que recorda que os calendários não são neutros: são formas de organizar o passado e dar sentido à história. Porque, afinal, contar o tempo é também uma maneira de contar o mundo.

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    19 mins
  • O CR7 do ano 147: Caio Apuleio Diocles, o atleta lusitano que terá ganho mais dinheiro e mais fama que Cristiano Ronaldo
    Jul 9 2026

    A notícia da possível despedida de Cristiano Ronaldo dos Campeonatos do Mundo leva-nos à singular história de Caio Apuleio Diocles, ou Lamecus, talvez o mais célebre e rico desportista da Antiguidade. Entre a história e a curiosidade, este episódio estabelece um paralelo fascinante entre duas figuras ligadas ao atual território português, separadas por quase dois mil anos.

    Identificado nas inscrições romanas como lusitanus e tradicionalmente associado a Lamego, Diocles participou em mais de quatro mil corridas de quadrigas, conquistou mais de mil e quatrocentas vitórias e acumulou uma fortuna que, em valores atuais, poderá corresponder a milhares de milhões de euros. Com base nas inscrições romanas que preservaram a sua memória, o episódio conduz-nos ao universo das corridas de quadrigas, o grande espetáculo de massas do Império Romano, onde a fama, o dinheiro e as rivalidades entre equipas mobilizavam multidões.

    Uma comparação inesperada entre dois campeões que marcaram o seu tempo, Ronaldo e Diocles, revela como o culto dos grandes atletas atravessa os séculos.

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    23 mins
  • Marc Bloch e Simone Vidal: a história serve para quê, afinal?
    Jul 2 2026

    A recente panteonização do historiador francês Marc Bloch e da sua mulher, Simone Vidal, oitenta e dois anos após as suas mortes, serve de ponto de partida para uma profunda reflexão de Rui Tavares sobre a história e para que serve a história. Marc Bloch e Simone Vidal entraram, por proposta de Emmanuel Macron, no Panteão de Paris, onde são agora evocados através de cenotáfios que preservam a sua memória, uma vez que os seus restos mortais permanecem no local de origem.

    Figura nuclear da historiografia contemporânea, fundador da Escola dos Annales e da corrente da História das mentalidades; defensor de uma História entendida como ciência da humanidade e da mudança, Bloch distinguiu-se também pelo seu compromisso ético e político: recusou o exílio e integrou a Resistência francesa, acabando por ser preso e executado pela Gestapo em 1944.

    Da interrogação do seu filho quando menino “para que serve a História?” nasceu Apologia da História, obra interrompida pela violência da guerra.

    Mostrando-nos como a família se posicionou politicamente face à panteonização de Bloch e Vidal, Rui Tavares aproveita para refletir sobre o legado do historiador: a busca da verdade, a empatia pelo passado e a coragem perante a adversidade.

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    38 mins
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