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Esporte em foco

Esporte em foco

Written by: RFI Brasil
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Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa.

France Médias Monde
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  • Com bênção do papa, time amador de SC viaja o mundo jogando futebol e já esteve em cinco continentes
    Oct 25 2026
    “Fazer amigos em todo o mundo jogando futebol”, esse é o lema do Manezinhos do Brasil, time amador de Santa Catarina que usa o esporte como ferramenta de integração entre diferentes culturas. Anualmente, o grupo viaja pelo planeta para disputar amistosos internacionais e já esteve presente em dezenas de países. Os caminhos da bola proporcionaram até mesmo um encontro com o papa, além de visitas a Cuba, Rússia, Polônia, entre outras nações. Renan Tolentino, da RFI em Paris A equipe, fundada em 1998 em Florianópolis (SC), tem um currículo de fazer inveja a muitos times profissionais: já disputou 80 partidas fora do Brasil, em pelo menos 40 excursões ao exterior, segundo seu fundador, o advogado catarinense Nestor Lodetti, de 76 anos, ex-presidente do Figueirense, clube profissional de Santa Catarina. “Essa iniciativa surgiu no ano de 1998, quando um técnico argentino, amigo nosso, que treinava a base de alguns clubes dos Estados Unidos, convidou nosso time de amigos de Florianópolis para fazer dois jogos em Miami. Aí nos mobilizamos e fomos com um grupo de 64 brasileiros (entre atletas amadores e familiares) e disputamos essa partida lá. A partir daí, surgiu a ideia de rodar o planeta”, explica. Não à toa, o Manezinhos se intitula como “o único grupo de peladas do mundo a jogar em cinco continentes”. “No ano seguinte fomos ao Canadá. Depois viemos aqui à França, jogamos em Lésigny (a 20 km de Paris), jogamos também em Bandol, do lado de Marselha (no sudoeste da França), aí depois disso gostamos da ideia e rodamos o mundo”, recorda Nestor. A última parada do Manezinhos foi em Paris, nesta semana, para um amistoso contra o Black Stars International, time amador da capital francesa, com a presença do cônsul-geral adjunto do Brasil, Murilo Vieira Komniski. Bênção do papa e amistoso no Vaticano Entre tantos encontros internacionais, o grupo brasileiro guarda histórias insólitas na bagagem. Na lista de adversários estão times veteranos de grandes clubes europeus, como Barcelona e Benfica, além de equipes formadas por consulados e embaixadas nos países visitados. Um dos momentos mais memoráveis, de acordo com Nestor, foi o encontro com o papa Francisco, que era fã de futebol e torcedor do San Lorenzo, da Argentina. O episódio aconteceu em setembro de 2023, durante um campeonato disputado no Vaticano. “O papa Francisco tomou conhecimento da nossa presença lá no Vaticano e fez questão de nos receber. Claro que nossos assuntos com ele foram religiosos, mas, no fim, para quebrar o gelo, nós o presenteamos com uma camisa do Figueirense, clube do qual fui presidente quando estava na primeira divisão, e pedimos uma bênção especial". "Em seguida, o papa perguntou qual era a situação do Figueirense, que naquela época jogava a terceira divisão do futebol brasileiro (...) Ele entrou no espírito da conversa, pegou no meu braço e disse: ‘esse tipo de milagre o papa não faz’”, detalha o catarinense. Falando a linguagem da bola O filho de Nestor, Nikola Lodetti, que acompanha o pai desde criança, relembra outros momentos marcantes da equipe de futebol amador pelo mundo. “Há 11 anos nós jogamos contra o time de masters do Barcelona, do lado do mini Camp Nou. Tomamos de 7 a 1, mas fiz um gol de cavadinha, num dos meus primeiros jogos vestindo a camisa do Manezinhos”, brinca. No duelo contra ex-jogadores do clube catalão, em 2015, o time catarinense contou com o reforço de Paulo Cézar Caju, ídolo do futebol brasileiro e campeão mundial com a Seleção em 1970, no México. O resultado é o que menos importa para a equipe brasileira, que faz uma "tabelinha" entre futebol e diplomacia para conhecer diferentes culturas e divulgar o Brasil mundo afora, sublinha Nikola. “É um choque cultural muito grande e também um aprendizado. A gente está em contato com realidades diferentes e vê como o futebol transforma as pessoas e cria vínculos nos mais diversos países, nas mais diversas línguas. Cada experiência, cada viagem, cada jogo é um motivo de orgulho e satisfação em fazer parte disso", afirma. Manezinhos da ilha Amigo de Nestor e um dos veteranos do time, Luis Angelo, de 66 anos, conta que o nome do clube vem do termo “manezinho da ilha”, como são chamados os moradores de Florianópolis. O apelido ficou ainda mais popular nacionalmente com o sucesso do tenista catarinense Gustavo Kuerten em quadras internacionais, incluindo Roland Garros, na França. “O nome ‘manezinho’ é um título dado ao morador da ilha (de Florianópolis), aquele morador mais simples, que foi criado no interior da ilha. Depois, o termo ficou mais conhecido quando nosso tenista campeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, se intitulou ‘manezinho da ilha de Florianópolis'. Hoje, quem é natural de Florianópolis é apelidado de ‘manezinho’”, explica Luis Angelo. Com tantas partidas pelo mundo, acumulando histórias surpreendentes, a ...
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  • Primeiro nordestino na F1: Rafael Câmara é confirmado como piloto titular na Haas
    Oct 18 2026
    O pernambucano Rafael Câmara será piloto titular da equipe Haas na temporada 2027 da Fórmula 1. De acordo com o anúncio oficial emitido na quinta-feira (15), Rafa vai substituir o francês Esteban Ocon na escuderia norte-americana, que é equipada com motores Ferrari, e será companheiro do britânico Oliver Bearman. Em 2027, o Brasil terá dois pilotos no grid de Fórmula 1, já que Gabriel Bortoleto segue na escuderia Audi no próximo mundial. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Rafael Câmara chega à Fórmula 1 com uma grande bagagem esportiva. Além de ser piloto da academia da Ferrari desde 2021, Rafa conquistou o título da Freca (Fórmula Regional Europeia) em 2024, foi campeão da F3 em 2025 e é o atual líder da Fórmula 2, categoria de acesso à F1. Estes resultados impressionaram toda comunidade ligada à categoria. Em entrevista exclusiva à RFI, Rafael Câmara disse que vive um sonho. “Isso foi com certeza um sonho realizado, já poder estar nesse ambiente. Eu acho que, para mim, é uma coisa que, quando comecei, não esperava chegar onde eu estou hoje. Então, eu tento aproveitar ao máximo também este momento e a oportunidade que estou tendo para evoluir como piloto”, contou Câmara. Palavras de quem conhece a F1 Ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa acredita que o futuro de Rafael Câmara é promissor. De acordo com o brasileiro que fez história na Ferrari, a receita para alcançar o sucesso é trabalhar. “Ser o mais dedicado possível para aprender o mais rápido a mentalidade da Fórmula 1, trabalhar com a equipe, buscar o entendimento do carro e de tudo aquilo que está a sua volta. Também é importante o trabalho no volante, sensores e funções que um carro de Fórmula 1 possui. Fora isso, ser o que ele sempre foi. Acho que ele vai aprender rápido porque tem um talento gigante. Tenho certeza de que será um sucesso”, disse o vice-campeão da temporada 2008 da F1. A colunista do UOL Julianne Cerasoli explicou que o brasileiro precisou fazer um teste com a Haas antes de ser contratado pela escuderia. “Uma coisa muito importante para a gente entender quem é o Rafael Câmara é saber que ele, desde o kart, ouve: ‘Você vai chegar na Fórmula 1; é uma questão de tempo’. E isso acontecia porque ele é um piloto extremamente rápido. Inclusive foi esta qualidade que fez com que ele ficasse com a vaga. Houve um teste entre três pilotos que estavam sendo cotados para ir para a Haas junto com o piloto titular da equipe, Oliver Bearman. O Rafael Câmara, na primeira vez que ele pegou o carro da Haas, foi mais rápido do que todos eles, inclusive o titular”, contou Julianne, que cobre a Fórmula 1 in loco há quase duas décadas. Felipe Massa confia que o talentoso brasileiro poderá se destacar dentro da Haas já em 2027. “Na minha opinião, acredito que o Rafa tem um potencial muito grande para, não sei se no começo do ano, mas rapidamente ser competitivo com o Bearman e, talvez, ser até melhor do que ele no final do campeonato”, afirmou o brasileiro que disputou a F1 pela Sauber, Ferrari e Williams. Uma vida dedicada ao automobilismo Nascido há 21 anos em Pernambuco, o piloto brasileiro recordou a infância e a dedicação para chegar à Fórmula 1. “Começar onde eu comecei, com seis anos, foi uma coincidência porque até aquele momento era meu irmão quem começou a andar. Eu nem sabia o que era automobilismo. Claro, que você vê as corridas, sabe um pouco... Então, acho que ter começado tão pequeno e estar agora onde estou, tendo essa oportunidade, você só precisa aproveitar”, recordou o piloto. O comentarista de automobilismo do Grupo Globo, Rafael Lopes, confia que a Haas foi a melhor opção para Câmara entrar na Fórmula 1. “É um piloto com muito potencial. A Haas é uma equipe de média para pequena, a gente sabe disso. Teve problemas de orçamento nessa temporada, mas não deve ter esses problemas no ano que vem, e deve ter mais dinheiro para evoluir o carro. Eu acho que é um bom início para ele não ter tanta pressão, para mostrar o potencial que ele mostrou nas categorias de base”, afirmou o jornalista. Líder do mundial 2026 da F1 conhece bem Rafa Câmara Julianne Cerasoli lembrou que Câmara tinha um rival nas categorias de base que hoje brilha na Fórmula 1. “Ele vai chegar na Fórmula 1 com 21 anos. Para a gente ter uma ideia, o cara que vai ser campeão esse ano na Fórmula 1, o Kimi Antonelli, é mais novo do que o Rafael Câmara. Ele era, inclusive, o grande rival do Câmara no kart, na Fórmula 4, na Fórmula 3 regional também”, lembrou Cerasoli. “Por que esse tempo foi diferente para ele? Porque ele demorou mais para desenvolver outras habilidades que necessita ter. O piloto não precisa só ser rápido, mas a maneira como gerencia a corrida e o campeonato. Ele é um prodígio que demorou um pouco mais para se desenvolver e agora chega com a pressão de mostrar se está realmente pronto ...
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    9 mins
  • Entre lágrimas, argentinos dão adeus a Messi, que entra para a história como lenda viva do futebol
    Oct 7 2026
    A ação do tempo foi o único drible que Lionel Messi não conseguiu dar para evitar uma despedida que os argentinos pretendiam adiar para sempre. O Monumental de Nuñez foi nesta terça-feira (6) o palco de sentimentos contraditórios em milhares de torcedores nas arquibancadas e de milhões pelo mundo, que viam no craque argentino um exemplo dentro e fora de campo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Tristeza pela despedida. Alegria por ter visto um dos melhores jogadores da história. Gratidão pelos títulos. Angústia pelo vácuo. Mais de 85 mil torcedores no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, viveram horas de sentimentos contraditórios. O adversário da Argentina foi a desconhecida seleção de Benim. Para muitos, um amistoso que não estava ao nível de Lionel Messi. Mas qual rival poderia estar à altura? Messi foi o jogador argentino que mais partidas disputou pela seleção, que mais gols marcou e que mais títulos conquistou. Exatamente 79 dias depois de disputar a sua terceira final de Copa do Mundo, Messi se despediu da seleção e dos argentinos. O engenheiro Joaquín González, de 31 anos, viajou 900 quilômetros, da cidade de Corrientes, para ver Messi pela primeira vez, justamente no seu último jogo pela seleção. “O meu sentimento é de felicidade. Felicidade porque Messi é argentino, porque o maior jogador da história é do nosso país, e foi campeão de tudo conosco. Esta é a primeira vez que eu o assisto no estádio. Então, é também muita emoção para mim”, emociona-se em declarações à RFI. Os portões do estádio foram abertos quatro horas antes do jogo para conter a ansiedade de uma das torcidas mais vibrantes do mundo. Shows musicais deram início às duas horas e meia da partida. O ambiente lembrou o da recente Copa do Mundo na qual um Messi, 39 anos, jogou em grande estilo e foi um exemplo de ação coletiva, de liderança e de determinação até o apito final de cada partida, algumas das quais vencida nos minutos finais depois de viradas épicas. O policial Pablo Heredia, 25 anos, viajou 1.300 quilômetros, de Banda do Rio Sali, na província de Tucumán. “Atualmente, Messi é o melhor jogador do mundo e, a partir de agora, entra para a galeria dos heróis da pátria. Ele nos ensinou a confiar, a acreditar e nos guiou com o exemplo. Não nos ensinou com as palavras, mas com o exemplo, tanto como pessoa quanto como jogador. Ele fala pouco e mostra muito. É isso o que temos de seguir”, exalta Pablo à RFI. Ao seu lado, o professor de Educação Física Matías González, 30 anos, também de Tucumán, desabafa a sua tristeza pelo adeus. Matías tinha 10 anos quando Messi jogou a sua primeira Copa do Mundo. A despedida do ídolo, portanto, é também a despedida de Matías da sua infância, da sua adolescência, daqueles anos em que o craque alegrou um país. “Realmente, para mim, é triste que o Messi não jogue mais com a seleção. Triste, tristíssimo. Durante toda a minha vida, quando assisti à seleção, vi o Messi. Não tenho recordação de uma seleção argentina sem Messi. Acaba uma fase da minha vida porque eu não conheço o futebol sem Messi. É uma dupla despedida”, descreve à RFI. De craque à lenda viva Messi deixa a seleção 21 anos depois da sua estreia. Nos últimos 12, levou a Argentina a três finais do mundo e ganhou uma. Com 13 anos de idade, Benjamín Bonserio tem essas três finais e um campeonato mundial como história de vida. “Sinto muita tristeza porque eu nunca vi um jogo da seleção no qual o Messi não esteja. Não estou tão agradecido porque quero que ele continue. Quero que fique a vida toda aqui”, lamenta. Para os argentinos, o melhor jogador da história passa a ser uma lenda viva. Para o advogado Christian Calmanash, 32 anos, a verdadeira dimensão do jogador na história ainda está por ser calculada. “Messi é o maior que eu vi na minha vida. Não haverá outro igual. É único e irrepetível. E vai passar a ser um super herói. Acho que as coisas só são compreendidas depois de um tempo. Acredito que a imagem dele vá crescer e será ainda maior do que é agora com o transcurso do tempo”, indica Christian à RFI. Emocionado, Bernardo Sacchetti, 46 anos, vê o futuro de Messi como uma lenda. “Pela sua forma de ser, continuará presente com outro papel como os grandes nomes mundiais”, aposta. Sem Messi, aumentam as chances do Brasil? Aos 10 minutos de jogo, o estádio aplaudiu em homenagem ao camisa 10. Logo depois viriam os três gols da Argentina na vitória sobre Benim, que não marcou. O gol de Messi veio na cobrança de um pênalti. Mas agora, sem Messi, os rivais como o Brasil passam a ter mais chances? Nas imediações do estádio, o engenheiro brasileiro Paulo Roberto Braga, 28 anos, turista em Buenos Aires, acha que não. “Acredito que sem o Messi a seleção argentina e o futebol perdem muito, mas ainda assim continua com um time muito forte. A Argentina...
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    6 mins
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