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  • Com bênção do papa, time amador de SC viaja o mundo jogando futebol e já esteve em cinco continentes
    Oct 25 2026
    “Fazer amigos em todo o mundo jogando futebol”, esse é o lema do Manezinhos do Brasil, time amador de Santa Catarina que usa o esporte como ferramenta de integração entre diferentes culturas. Anualmente, o grupo viaja pelo planeta para disputar amistosos internacionais e já esteve presente em dezenas de países. Os caminhos da bola proporcionaram até mesmo um encontro com o papa, além de visitas a Cuba, Rússia, Polônia, entre outras nações. Renan Tolentino, da RFI em Paris A equipe, fundada em 1998 em Florianópolis (SC), tem um currículo de fazer inveja a muitos times profissionais: já disputou 80 partidas fora do Brasil, em pelo menos 40 excursões ao exterior, segundo seu fundador, o advogado catarinense Nestor Lodetti, de 76 anos, ex-presidente do Figueirense, clube profissional de Santa Catarina. “Essa iniciativa surgiu no ano de 1998, quando um técnico argentino, amigo nosso, que treinava a base de alguns clubes dos Estados Unidos, convidou nosso time de amigos de Florianópolis para fazer dois jogos em Miami. Aí nos mobilizamos e fomos com um grupo de 64 brasileiros (entre atletas amadores e familiares) e disputamos essa partida lá. A partir daí, surgiu a ideia de rodar o planeta”, explica. Não à toa, o Manezinhos se intitula como “o único grupo de peladas do mundo a jogar em cinco continentes”. “No ano seguinte fomos ao Canadá. Depois viemos aqui à França, jogamos em Lésigny (a 20 km de Paris), jogamos também em Bandol, do lado de Marselha (no sudoeste da França), aí depois disso gostamos da ideia e rodamos o mundo”, recorda Nestor. A última parada do Manezinhos foi em Paris, nesta semana, para um amistoso contra o Black Stars International, time amador da capital francesa, com a presença do cônsul-geral adjunto do Brasil, Murilo Vieira Komniski. Bênção do papa e amistoso no Vaticano Entre tantos encontros internacionais, o grupo brasileiro guarda histórias insólitas na bagagem. Na lista de adversários estão times veteranos de grandes clubes europeus, como Barcelona e Benfica, além de equipes formadas por consulados e embaixadas nos países visitados. Um dos momentos mais memoráveis, de acordo com Nestor, foi o encontro com o papa Francisco, que era fã de futebol e torcedor do San Lorenzo, da Argentina. O episódio aconteceu em setembro de 2023, durante um campeonato disputado no Vaticano. “O papa Francisco tomou conhecimento da nossa presença lá no Vaticano e fez questão de nos receber. Claro que nossos assuntos com ele foram religiosos, mas, no fim, para quebrar o gelo, nós o presenteamos com uma camisa do Figueirense, clube do qual fui presidente quando estava na primeira divisão, e pedimos uma bênção especial". "Em seguida, o papa perguntou qual era a situação do Figueirense, que naquela época jogava a terceira divisão do futebol brasileiro (...) Ele entrou no espírito da conversa, pegou no meu braço e disse: ‘esse tipo de milagre o papa não faz’”, detalha o catarinense. Falando a linguagem da bola O filho de Nestor, Nikola Lodetti, que acompanha o pai desde criança, relembra outros momentos marcantes da equipe de futebol amador pelo mundo. “Há 11 anos nós jogamos contra o time de masters do Barcelona, do lado do mini Camp Nou. Tomamos de 7 a 1, mas fiz um gol de cavadinha, num dos meus primeiros jogos vestindo a camisa do Manezinhos”, brinca. No duelo contra ex-jogadores do clube catalão, em 2015, o time catarinense contou com o reforço de Paulo Cézar Caju, ídolo do futebol brasileiro e campeão mundial com a Seleção em 1970, no México. O resultado é o que menos importa para a equipe brasileira, que faz uma "tabelinha" entre futebol e diplomacia para conhecer diferentes culturas e divulgar o Brasil mundo afora, sublinha Nikola. “É um choque cultural muito grande e também um aprendizado. A gente está em contato com realidades diferentes e vê como o futebol transforma as pessoas e cria vínculos nos mais diversos países, nas mais diversas línguas. Cada experiência, cada viagem, cada jogo é um motivo de orgulho e satisfação em fazer parte disso", afirma. Manezinhos da ilha Amigo de Nestor e um dos veteranos do time, Luis Angelo, de 66 anos, conta que o nome do clube vem do termo “manezinho da ilha”, como são chamados os moradores de Florianópolis. O apelido ficou ainda mais popular nacionalmente com o sucesso do tenista catarinense Gustavo Kuerten em quadras internacionais, incluindo Roland Garros, na França. “O nome ‘manezinho’ é um título dado ao morador da ilha (de Florianópolis), aquele morador mais simples, que foi criado no interior da ilha. Depois, o termo ficou mais conhecido quando nosso tenista campeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, se intitulou ‘manezinho da ilha de Florianópolis'. Hoje, quem é natural de Florianópolis é apelidado de ‘manezinho’”, explica Luis Angelo. Com tantas partidas pelo mundo, acumulando histórias surpreendentes, a ...
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  • Primeiro nordestino na F1: Rafael Câmara é confirmado como piloto titular na Haas
    Oct 18 2026
    O pernambucano Rafael Câmara será piloto titular da equipe Haas na temporada 2027 da Fórmula 1. De acordo com o anúncio oficial emitido na quinta-feira (15), Rafa vai substituir o francês Esteban Ocon na escuderia norte-americana, que é equipada com motores Ferrari, e será companheiro do britânico Oliver Bearman. Em 2027, o Brasil terá dois pilotos no grid de Fórmula 1, já que Gabriel Bortoleto segue na escuderia Audi no próximo mundial. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Rafael Câmara chega à Fórmula 1 com uma grande bagagem esportiva. Além de ser piloto da academia da Ferrari desde 2021, Rafa conquistou o título da Freca (Fórmula Regional Europeia) em 2024, foi campeão da F3 em 2025 e é o atual líder da Fórmula 2, categoria de acesso à F1. Estes resultados impressionaram toda comunidade ligada à categoria. Em entrevista exclusiva à RFI, Rafael Câmara disse que vive um sonho. “Isso foi com certeza um sonho realizado, já poder estar nesse ambiente. Eu acho que, para mim, é uma coisa que, quando comecei, não esperava chegar onde eu estou hoje. Então, eu tento aproveitar ao máximo também este momento e a oportunidade que estou tendo para evoluir como piloto”, contou Câmara. Palavras de quem conhece a F1 Ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa acredita que o futuro de Rafael Câmara é promissor. De acordo com o brasileiro que fez história na Ferrari, a receita para alcançar o sucesso é trabalhar. “Ser o mais dedicado possível para aprender o mais rápido a mentalidade da Fórmula 1, trabalhar com a equipe, buscar o entendimento do carro e de tudo aquilo que está a sua volta. Também é importante o trabalho no volante, sensores e funções que um carro de Fórmula 1 possui. Fora isso, ser o que ele sempre foi. Acho que ele vai aprender rápido porque tem um talento gigante. Tenho certeza de que será um sucesso”, disse o vice-campeão da temporada 2008 da F1. A colunista do UOL Julianne Cerasoli explicou que o brasileiro precisou fazer um teste com a Haas antes de ser contratado pela escuderia. “Uma coisa muito importante para a gente entender quem é o Rafael Câmara é saber que ele, desde o kart, ouve: ‘Você vai chegar na Fórmula 1; é uma questão de tempo’. E isso acontecia porque ele é um piloto extremamente rápido. Inclusive foi esta qualidade que fez com que ele ficasse com a vaga. Houve um teste entre três pilotos que estavam sendo cotados para ir para a Haas junto com o piloto titular da equipe, Oliver Bearman. O Rafael Câmara, na primeira vez que ele pegou o carro da Haas, foi mais rápido do que todos eles, inclusive o titular”, contou Julianne, que cobre a Fórmula 1 in loco há quase duas décadas. Felipe Massa confia que o talentoso brasileiro poderá se destacar dentro da Haas já em 2027. “Na minha opinião, acredito que o Rafa tem um potencial muito grande para, não sei se no começo do ano, mas rapidamente ser competitivo com o Bearman e, talvez, ser até melhor do que ele no final do campeonato”, afirmou o brasileiro que disputou a F1 pela Sauber, Ferrari e Williams. Uma vida dedicada ao automobilismo Nascido há 21 anos em Pernambuco, o piloto brasileiro recordou a infância e a dedicação para chegar à Fórmula 1. “Começar onde eu comecei, com seis anos, foi uma coincidência porque até aquele momento era meu irmão quem começou a andar. Eu nem sabia o que era automobilismo. Claro, que você vê as corridas, sabe um pouco... Então, acho que ter começado tão pequeno e estar agora onde estou, tendo essa oportunidade, você só precisa aproveitar”, recordou o piloto. O comentarista de automobilismo do Grupo Globo, Rafael Lopes, confia que a Haas foi a melhor opção para Câmara entrar na Fórmula 1. “É um piloto com muito potencial. A Haas é uma equipe de média para pequena, a gente sabe disso. Teve problemas de orçamento nessa temporada, mas não deve ter esses problemas no ano que vem, e deve ter mais dinheiro para evoluir o carro. Eu acho que é um bom início para ele não ter tanta pressão, para mostrar o potencial que ele mostrou nas categorias de base”, afirmou o jornalista. Líder do mundial 2026 da F1 conhece bem Rafa Câmara Julianne Cerasoli lembrou que Câmara tinha um rival nas categorias de base que hoje brilha na Fórmula 1. “Ele vai chegar na Fórmula 1 com 21 anos. Para a gente ter uma ideia, o cara que vai ser campeão esse ano na Fórmula 1, o Kimi Antonelli, é mais novo do que o Rafael Câmara. Ele era, inclusive, o grande rival do Câmara no kart, na Fórmula 4, na Fórmula 3 regional também”, lembrou Cerasoli. “Por que esse tempo foi diferente para ele? Porque ele demorou mais para desenvolver outras habilidades que necessita ter. O piloto não precisa só ser rápido, mas a maneira como gerencia a corrida e o campeonato. Ele é um prodígio que demorou um pouco mais para se desenvolver e agora chega com a pressão de mostrar se está realmente pronto ...
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  • Entre lágrimas, argentinos dão adeus a Messi, que entra para a história como lenda viva do futebol
    Oct 7 2026
    A ação do tempo foi o único drible que Lionel Messi não conseguiu dar para evitar uma despedida que os argentinos pretendiam adiar para sempre. O Monumental de Nuñez foi nesta terça-feira (6) o palco de sentimentos contraditórios em milhares de torcedores nas arquibancadas e de milhões pelo mundo, que viam no craque argentino um exemplo dentro e fora de campo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Tristeza pela despedida. Alegria por ter visto um dos melhores jogadores da história. Gratidão pelos títulos. Angústia pelo vácuo. Mais de 85 mil torcedores no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, viveram horas de sentimentos contraditórios. O adversário da Argentina foi a desconhecida seleção de Benim. Para muitos, um amistoso que não estava ao nível de Lionel Messi. Mas qual rival poderia estar à altura? Messi foi o jogador argentino que mais partidas disputou pela seleção, que mais gols marcou e que mais títulos conquistou. Exatamente 79 dias depois de disputar a sua terceira final de Copa do Mundo, Messi se despediu da seleção e dos argentinos. O engenheiro Joaquín González, de 31 anos, viajou 900 quilômetros, da cidade de Corrientes, para ver Messi pela primeira vez, justamente no seu último jogo pela seleção. “O meu sentimento é de felicidade. Felicidade porque Messi é argentino, porque o maior jogador da história é do nosso país, e foi campeão de tudo conosco. Esta é a primeira vez que eu o assisto no estádio. Então, é também muita emoção para mim”, emociona-se em declarações à RFI. Os portões do estádio foram abertos quatro horas antes do jogo para conter a ansiedade de uma das torcidas mais vibrantes do mundo. Shows musicais deram início às duas horas e meia da partida. O ambiente lembrou o da recente Copa do Mundo na qual um Messi, 39 anos, jogou em grande estilo e foi um exemplo de ação coletiva, de liderança e de determinação até o apito final de cada partida, algumas das quais vencida nos minutos finais depois de viradas épicas. O policial Pablo Heredia, 25 anos, viajou 1.300 quilômetros, de Banda do Rio Sali, na província de Tucumán. “Atualmente, Messi é o melhor jogador do mundo e, a partir de agora, entra para a galeria dos heróis da pátria. Ele nos ensinou a confiar, a acreditar e nos guiou com o exemplo. Não nos ensinou com as palavras, mas com o exemplo, tanto como pessoa quanto como jogador. Ele fala pouco e mostra muito. É isso o que temos de seguir”, exalta Pablo à RFI. Ao seu lado, o professor de Educação Física Matías González, 30 anos, também de Tucumán, desabafa a sua tristeza pelo adeus. Matías tinha 10 anos quando Messi jogou a sua primeira Copa do Mundo. A despedida do ídolo, portanto, é também a despedida de Matías da sua infância, da sua adolescência, daqueles anos em que o craque alegrou um país. “Realmente, para mim, é triste que o Messi não jogue mais com a seleção. Triste, tristíssimo. Durante toda a minha vida, quando assisti à seleção, vi o Messi. Não tenho recordação de uma seleção argentina sem Messi. Acaba uma fase da minha vida porque eu não conheço o futebol sem Messi. É uma dupla despedida”, descreve à RFI. De craque à lenda viva Messi deixa a seleção 21 anos depois da sua estreia. Nos últimos 12, levou a Argentina a três finais do mundo e ganhou uma. Com 13 anos de idade, Benjamín Bonserio tem essas três finais e um campeonato mundial como história de vida. “Sinto muita tristeza porque eu nunca vi um jogo da seleção no qual o Messi não esteja. Não estou tão agradecido porque quero que ele continue. Quero que fique a vida toda aqui”, lamenta. Para os argentinos, o melhor jogador da história passa a ser uma lenda viva. Para o advogado Christian Calmanash, 32 anos, a verdadeira dimensão do jogador na história ainda está por ser calculada. “Messi é o maior que eu vi na minha vida. Não haverá outro igual. É único e irrepetível. E vai passar a ser um super herói. Acho que as coisas só são compreendidas depois de um tempo. Acredito que a imagem dele vá crescer e será ainda maior do que é agora com o transcurso do tempo”, indica Christian à RFI. Emocionado, Bernardo Sacchetti, 46 anos, vê o futuro de Messi como uma lenda. “Pela sua forma de ser, continuará presente com outro papel como os grandes nomes mundiais”, aposta. Sem Messi, aumentam as chances do Brasil? Aos 10 minutos de jogo, o estádio aplaudiu em homenagem ao camisa 10. Logo depois viriam os três gols da Argentina na vitória sobre Benim, que não marcou. O gol de Messi veio na cobrança de um pênalti. Mas agora, sem Messi, os rivais como o Brasil passam a ter mais chances? Nas imediações do estádio, o engenheiro brasileiro Paulo Roberto Braga, 28 anos, turista em Buenos Aires, acha que não. “Acredito que sem o Messi a seleção argentina e o futebol perdem muito, mas ainda assim continua com um time muito forte. A Argentina...
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  • De Belo Horizonte a Singapura: o brasileiro por trás de um feito histórico na ginástica
    Oct 7 2026
    O mineiro Francisco Azra comanda a seleção masculina de ginástica artística de Singapura, que chegou pela primeira vez a uma final por equipes dos Jogos Asiáticos, no último domingo (4). Com passagens pelo Minas Tênis Clube, pela ginástica britânica e pelos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o treinador agora lidera um projeto de transformação da modalidade no país asiático, com Los Angeles 2028 no horizonte. Luciana Quaresma, correspondente da RFI de Nagoya, no Japão A primeira classificação de Singapura para uma final por equipes de ginástica nos Jogos Asiáticos tem um brasileiro no comando. Aos 37 anos, Francisco Azra, mineiro de Belo Horizonte, é o treinador-chefe da seleção masculina de ginástica artística do país e, em Nagoya, no Japão, viu sua equipe alcançar um resultado inédito nos 20º Jogos Asiáticos Aichi-Nagoya 2026. Os singapurenses avançaram à decisão com a oitava melhor pontuação e terminaram a final também na oitava posição, diante de algumas das maiores potências mundiais da modalidade. “Nós éramos os underdogs da final, mas, para a gente, foi uma grande vitória estar lá, participar e colocar o nome de Singapura no cenário asiático”, diz Azra. O resultado ganha peso pelo nível da competição. China e Japão, referências da ginástica mundial, estão entre os países que Singapura precisa enfrentar para conquistar espaço no continente. “A Ásia, dentro da ginástica, é a região mais forte. Uma medalha de ouro aqui nesses Jogos é praticamente uma medalha de ouro nas Olimpíadas, pelo nível de dificuldade”, avalia. A trajetória de Azra na ginástica começou aos nove anos, idade considerada tardia para quem sonha com o alto rendimento. Filho de uma família ligada ao esporte, ele já havia experimentado natação, vôlei, judô e futebol quando um colega de escola despertou seu interesse pela modalidade. Os mortais e as piruetas que inicialmente chamaram a atenção do menino logo se transformaram em uma paixão que definiria seu futuro. “Passei minha infância inteira obcecado por ginástica. Assistia a todas as competições, gravava as Olimpíadas em fitas VHS e assistia várias vezes. A única coisa que eu sempre quis e sempre fiz na minha vida é ginástica.” Azra foi atleta até os 17 anos, idade em que percebeu que dificilmente realizaria o sonho de chegar ao topo como ginasta. Mas em vez de abandonar o esporte, decidiu cursar Educação Física e seguir como treinador. A limitação que sentiu como atleta acabou se tornando combustível para a carreira. “O fato de eu não ter tido o talento necessário para ter sucesso como atleta me fez ter sucesso como treinador, porque me fez querer muito”, conta. Do Minas à ginástica britânica Azra iniciou a carreira de treinador no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, onde trabalhou durante cinco anos no alto rendimento. Também teve experiências com as categorias de base da seleção brasileira. Há dez anos, decidiu deixar o Brasil em busca de novos desafios. A oportunidade surgiu por meio de um contato no meio da ginástica e o levou a Exeter, na Inglaterra. Foram sete anos e meio no país, período decisivo para sua formação profissional. Trabalhando em uma das estruturas mais desenvolvidas da modalidade, acompanhou atletas que chegaram às seleções inglesa e britânica. “Foi o grande ponto em que profissionalmente eu cresci. É uma seleção muito forte, muito grande no mundo da ginástica. Foi aí que muitas portas começaram a se abrir para mim.” Uma delas o levou aos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Na França, Azra integrou a equipe de organização das competições de ginástica e viveu, de outra perspectiva, o evento que havia acompanhado desde a infância: “Para qualquer pessoa que é do esporte, a Olimpíada é o auge. O Francisco criança ficou muito feliz de estar lá.” Depois de Paris, ele decidiu procurar um novo desafio. Queria concentrar a atuação na preparação de atletas para assumir uma função que lhe permitisse participar da construção de um programa esportivo mais amplo. Foi quando surgiu o convite de Singapura. A missão de transformar um sistema Azra assumiu o comando da ginástica artística masculina de Singapura em 2025. Mais do que preparar a seleção para competições internacionais, recebeu a missão de ajudar a desenvolver uma estrutura capaz de sustentar o crescimento da modalidade. “Faço a gestão dos treinadores e do programa técnico do país. Estamos reformulando toda a forma como os atletas são formados, desde a base até a ponta.” O trabalho envolve metodologia de treinamento, calendário de competições, formação de técnicos e a relação da federação com os atletas de alto rendimento. Para Azra, o ginasta que o público vê em uma grande competição é apenas a parte mais visível de um processo que começa muitos anos antes. “O atleta que vemos na arena competindo como adulto, disputando uma...
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  • Popular entre famosos e anônimos, padel cai nas graças dos franceses e ganha quadras de Roland Garros
    Sep 27 2026
    O padel vem conquistando cada vez mais adeptos na França. A modalidade seduz tanto iniciantes quanto atletas experientes e o Paris Major, campeonato internacional do esporte realizado nas quadras de Roland Garros realizado em setembro, atrai milhares de espectadores. Renan Tolentino, da RFI em Paris Raquetes à mão, quadra e uma bolinha verde que vai e vem sem parar por cima da rede. Esta poderia ser perfeitamente a descrição de uma partida de tênis, mas é do padel que estamos falando. O esporte vem se tornando cada vez mais popular na Europa e, principalmente, na França, onde conta hoje com mais de 850 mil praticantes, entre famosos e anônimos, segundo números da Federação Francesa de Tênis, responsável pela modalidade no país. Para os amantes desse esporte, os motivos para essa popularidade recente e crescente são variados. Atletas amadores ouvidos pela RFI classificam a modalidade, praticada em duplas, como "divertida", "lúdica", "convivial" e "desafiadora". No caso do agente imobiliário Philippe, de 27 anos, o padel começou como uma paixão, que foi aos poucos tomando o lugar do tênis na sua vida, e acabou virando também um negócio, o motivando a abrir um clube da modalidade. “Eu jogo há seis anos. Comecei a praticar porque é divertido. Antes, eu jogava tênis, mas aos poucos fui mudando para o padel porque é bem mais lúdico e eu posso jogar com meus amigos”, conta. Já para a escrivã e atleta amadora Aurélie, de 42 anos, o que mais a atrai é a acessibilidade e o espírito comunitário da modalidade. “Eu jogo há dois anos, mais ou menos. Comecei por influência do meu marido, que já praticava há mais tempo. E, quando a gente abriu quadras de padel no nosso clube, eu entrei de cabeça”. Além da acessibilidade, Aurélie destaca outros fatores que, na visão de um amante da modalidade, podem ter contribuído para tornar o padel um esporte cada vez mais popular. “O aspecto convivial do padel (praticado em dupla) também atrai as pessoas, ajudando a criar uma comunidade em torno do esporte”, resume. “Ao meu ver, é um esporte muito prazeroso, que promove boas interações. Também é muito desafiador, faz a gente pensar, principalmente quando queremos progredir. Mesmo que pareça simples, à primeira vista”, opina a escrivã e atleta amadora francesa. Roland Garros e celebridades se rendem ao padel Aurélie e Philippe estão entre os mais de 81 mil espectadores que acompanharam o Paris Major, campeonato internacional de padel realizado no mês de setembro na capital francesa. Desde 2022, o torneio ocupa nada menos que Roland Garros, um dos maiores templos do tênis. Um indicativo do patamar que a modalidade vem alcançando na França e no cenário internacional. “Aqui na França, por exemplo, o padel está vinculado à Federação de Tênis. Quando a gente chega aqui em Roland Garros, é incrível ver estes jogadores e jogadoras nestas quadras históricas. Penso que isso é só o começo”, opina Philippe. “Acredito que a popularidade desse esporte se deve justamente a isso, ao fato de ele ser hiperlúdico e divertido, todos podem jogar, mesmo sendo uma pessoa iniciante. Com uma hora de prática, é possível evoluir bastante, principalmente, se compararmos com o tênis, que é um esporte mais difícil [para se evoluir]. Para mim, é isso que faz o padel crescer no mundo todo”, acrescenta. Criado no México, no fim da década de 1960, o padel atrai hoje adeptos de diferentes idades e perfis. Anônimos e famosos estão entre os mais 850 mil praticantes na França, como Zinedine Zidane, lenda do futebol e hoje treinador da seleção francesa. Os jogadores do PSG, Ferran Torres e Fabián Ruiz, por exemplo, estiveram em Roland Garros para prestigiar o Paris Major, ao lado de Nasser Al-Khelaïfi, presidente do clube. Em uma breve entrevista à Federação Internacional de Padel durante o torneio, Ferran disse que gosta de praticar o esporte nos seus momentos de lazer: “Não tenho muito tempo, mas sempre que posso eu jogo padel”, revelou. Semelhanças e diferenças com o tênis Para receber o Paris Major, as quadras de Roland Garros foram adaptadas, sendo cercadas com paredes de vidro nos fundos e grades nas laterais, formando uma espécie de caixa em volta. Assim é uma quadra de padel, no qual, diferentemente do tênis, a bola só sai se ultrapassar essas paredes, de 4 metros de altura. Os duelos são sempre em duplas. Os pontos são marcados quando a bolinha quica duas vezes no lado adversário ou quando ela sai do espaço confinado em volta da quadra. O que gera duelos dinâmicos, com vários rallyes, que ultrapassam muitas vezes os limites das paredes de vidro, algo permitido pela regra. O sistema de pontuação é semelhante ao do tênis, seguindo a sequência 15/30/40 e Game. Para fechar um set, é preciso fazer seis games. A dupla que ganhar dois sets primeiro vence a partida. França se inspira na Espanha No Paris Major em Roland Garros, ...
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  • Altinha, esporte que surgiu nas praias do Rio, vira moda em parques europeus
    Sep 20 2026
    Entre o Museu do Louvre e a Torre Eiffel, uma cena improvável chama a atenção dos parisienses: rodas de altinha ocupam os jardins da capital francesa. Mas o fenômeno não se limita à França: o esporte também inspirou novos negócios na Holanda e já conquistou parques e praças em diferentes países da Europa. Ao atravessar o Arco do Triunfo do Carrossel, logo após a pirâmide do Louvre, em direção ao Jardim de Tuilleries, é possível avistar algumas bolas amarelas pairando sobre os gramados. Quem já frequentou uma praia brasileira pode se surpreender com a cena. O calor quase manipula os sentidos, nos faz duvidar de onde estamos. Não estamos no Rio de Janeiro. Ao fundo, a Torre Eiffel nos traz de volta à realidade. Jogar altinha em Paris virou febre graças a Isadora e Clarisse, duas amigas franco-brasileiras que se mudaram para a capital francesa para estudar. Depois de anos praticando o esporte – considerado patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro –, Clarisse explica que decidiram recriar na cidade a atmosfera das rodas que frequentavam nas praias cariocas. “Faltava isso aqui. Pensávamos: ‘Como vamos ficar anos sem jogar? Vamos desaprender.' [...] Não é só sobre jogar, é sobre tudo que engloba o jogar, você se conectar com as pessoas”, afirmou Clarisse. Pelo gramado, as conversas misturam português e francês. Entre os jogadores está Antonio, que, assim como Isadora e Clarisse, estudou em uma escola francesa no Rio de Janeiro e hoje mora em Paris. Para ele, jogar altinha é uma forma de matar a saudade de casa. "Eu sinto como se eu estivesse de volta no Brasil, na praia de Ipanema. É realmente muito bom para se reunir com os amigos, um momento de diversão para todo mundo. E quanto mais gente, melhor!” Não confunda com a 'brésilienne' O grupo nasceu entre brasileiros, mas rapidamente ultrapassou essa fronteira. Franceses e outras nacionalidades também participam das partidas. Isadora explica que muitos franceses confundem a altinha com a "brésilienne", prática baseada em embaixadinhas individuais. A altinha privilegia a troca de passes em grupo. “Você vê pessoas em roda fazendo embaixadinha, toques isolados e perto do corpo para mostrar suas habilidades com toque de bola, sendo que a altinha não tem nada a ver com isso, porque um toque na bola são bolas altas e para cima, e também tem dinâmica de ataque, bolas fortes e para frente”, explica Isadora. Os vídeos publicados pelas amigas em Paris viralizaram; algumas postagens ultrapassaram a marca de dois milhões de visualizações no Instagram. Hoje, elas reúnem uma comunidade cada vez maior na capital francesa, com mais de mil integrantes em um grupo de WhatsApp. Novos grupos se espalham pela Europa A febre não ficou restrita a Paris. O interesse pela modalidade também impulsionou o surgimento de novas comunidades em países como Suíça, Holanda, Portugal e Espanha e até inspirou novos negócios voltados para a prática. Um deles é a Altinha Life, criada há cerca de um ano pelo holandês Rutger. Depois de descobrir o esporte em Barcelona, onde viu brasileiros jogando na praia, ele decidiu ajudar a popularizar a modalidade no continente europeu. “Quando fui ao Brasil, vi muita gente jogando e percebi como a atividade reunia diversão e alegria", contou o jovem holandês. Hoje, a empresa mantém parcerias com grupos de praticantes em cidades como Paris e Genebra e negocia novas colaborações em outras localidades francesas. Segundo Rutger, as redes sociais têm desempenhado um papel central na expansão do esporte. “No início era difícil encontrar pessoas que jogavam. Agora novos grupos aparecem o tempo todo”, afirma. Às margens do lago Léman As bolas da empresa são utilizadas por diferentes comunidades que surgiram nos últimos anos pelo continente, entre elas a Altinha Paris. Uma das mais recentes é a Alta Suisse, fundada em Genebra pelo suíço Tom. Fã de futebol e da cultura brasileira, ele descobriu a altinha e passou a praticá-la regularmente na Baby Plage, às margens do Lago Léman. O interesse despertado entre frequentadores do local foi tanto que Tom decidiu criar um grupo para reunir novos praticantes. Lançada em agosto, a iniciativa já reúne mais de cem pessoas no WhatsApp e promove encontros frequentes em parques e quadras poliesportivas, um sinal de como o esporte vem ganhando espaço além da comunidade brasileira. “Começamos a desenvolver esse trabalho esse ano e, hoje, vemos cada vez mais bolas da Altinha Life. As pessoas veem nossos vídeos e sempre perguntam de onde vêm as bolas [...] Aproveitamos para explicar um pouco como se joga.” Com o verão chegando ao fim e as temperaturas começando a cair, muitos se perguntam o que acontecerá com um esporte tão ligado à vida ao ar livre. Por enquanto, a altinha segue ocupando praças e parques europeus, levando um pouco das praias brasileiras para o continente europeu.
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  • Ancelotti promove renovação na seleção brasileira pós-Copa ao convocar oito estreantes
    Sep 10 2026
    Os próximos três jogos da seleção brasileira poderão ficar marcados pela estreia de oito jogadores. Os brasileiros que nunca vestiram a camisa do Brasil foram convocados, junto com outros 18, pelo técnico Carlo Ancelotti, que apresentou a lista dos 26 na última quarta-feira (9) na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. Na próxima Data-Fifa, o Brasil vai enfrentar a Austrália, duas vezes, e a Índia. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Além de nomes conhecidos que estiveram na Copa, como Vini Jr, Raphinha, Rayan, Gabriel Magalhães e Marquinhos, o treinador italiano da seleção brasileira começou a promover uma renovação no elenco e explicou que já pensa no futuro da seleção. “Essa é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram na Copa do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração. Temos jovens que têm qualidade para representar no futuro a seleção nos próximos anos. Temos de priorizar os jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo e a próxima Copa América”, afirmou Ancelotti. Jornalista com experiência em oito Copas do Mundo, André Rizek analisou os novos nomes da lista do Ancelotti. “Muitos nomes surpreendentes que não estavam no radar. Ninguém imaginava que fossem convocados agora. Mas não é uma surpresa que tenha havido muitas surpresas. A gente já imaginava que ele ia fazer muito teste. Começam os testes agora, tipo Mauro Júnior, do PSV, que ninguém falava que aqui. Tem também esse garoto, o Arthur Dias. O Jair é um teste. O Morisco e o Otávio no gol, além do Gabriel Bontempo, o Breno Bidon e o Mateuzinho. Esses nomes nunca haviam sido chamados”, detalhou Rizek, que á apresentador do programa Seleção SporTV. Lateral do PSV é surpresa para brasileiros Márcio Iannacca, colunista do Lance!, se mostrou surpreso com a convocação do lateral Mauro Júnior. “O Mauro Júnior foi uma das surpresas. É um jogador que não estava no radar, principalmente da imprensa. Ele nunca foi muito ventilado, mas é um jogador que está há muito tempo no PSV. Ele se tornou um dos capitães do time nessa temporada. A polivalência dele ajuda muito porque ele joga dos dois lados, tanto na direita quanto do lado esquerdo”, disse o jornalista que já cobriu cinco Copas do Mundo. O sonho de Mauro Júnior de ser convocado para a seleção não é recente. No ano passado, o lateral esquerdo do PSV de 27 anos falou sobre vestir a amarelinha. “É o sonho de todo mundo chegar neste nível da seleção. Eu estou dando o melhor em campo, trabalhando bastante para poder atuar bem nestes jogos de Champions League, que são vistos principalmente no Brasil. Nunca é tarde. É um sonho de criança”, disse, na época, Mauro Júnior. Rostos conhecidos de quem (quase) foi à Copa Carlos Gil, jornalista do Grupo Globo que cobre a seleção brasileira há mais de duas décadas, disse que é preciso analisar esta convocação com uma lupa.“Eu não vi tantas novidades, é claro que são oito estreantes, são oito jogadores que nunca vestiram a camisa de seleção no universo de 26, mas se você ampliar essa lista, você vê que tem 18 jogadores que ou foram à Copa, ou estiveram perto da Copa, ou pelo menos já foram testados na seleção brasileira. Alguns não com o Ancelotti, como é o caso do Pedro, mas é circunstancial porque o Pedro esteve em listas largas do Ancelotti, apenas não foi porque se lesionou", lembrou Gil. "O Andrey Santos acabou não indo ali em cima da hora, o próprio Wesley se machucou, alguns jogadores que acabaram tendo poucas oportunidades, mas o João Pedro... Acabou não indo também, em cima da hora, era nome certo, até ali vésperas da Copa. Então eu acho que essa lista, à primeira vista, parece ter muitas novidades, mas se você se aprofundar um pouco nela, eu vejo até uma certa continuidade”, detalhou Carlos Gil. Para Carlos Eduardo Mansur, colunista de O Globo, a não convocação do atacante Igor Thiago chamou atenção. “Ele convoca, por exemplo, o Pedro e o João Pedro, dois atacantes que estavam muito cotados para ir ao Mundial, que ele acabou deixando de fora para levar, por exemplo, o Igor Thiago. Nessa primeira convocação pós-Copa do Mundo, não vai o Igor Thiago e vão Pedro e João Pedro. Resta saber se ele quer novamente observar esses jogadores para ver se pode contar com eles ou se é o retrato de algum desapontamento dele com o Igor Thiago na Copa do Mundo”, afirmou Mansur, que cobre Copas do Mundo desde 1998. Carência da seleção brasileira André Rizek chamou atenção para a ausência de um meio de campo criativo. “O meio-campo segue como ponto fraco. O Ancelotti claramente não encontra ou não quer um camisa 10, um meia criativo. A gente tem poucos. Talvez o Estêvão possa fazer essa função na seleção. Mas não tem nenhum jogador de ofício nessa posição, que já foi uma carência na Copa. O futebol brasileiro tem essa ...
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  • Campeonato francês feminino reúne talentos brasileiros e tem domínio do Lyon
    Sep 6 2026
    O campeonato francês de futebol feminino começou neste fim de semana, com o Brasil sendo representado nos dois principais clubes que disputam o protagonismo da modalidade no país, o Lyon e o Paris Saint-Germain. Atual pentacampeão do torneio e detentor de 19 títulos no total, o Lyon conta em seu elenco com o talento de duas brasileiras: a defensora Tarciane e a meia Giovanna Waksman, jovem promessa da Seleção, de apenas 17 anos. O clube lionês estreou com o pé-direito, goleando o Fleury por 7 a 1, fora de casa, na sexta-feira (4). De cabeça, Tarciane marcou o primeiro gol, abrindo caminho para a vitória: "Vamos!", comemorou a zagueira em publicação nas redes sociais do time. O destaque foi a atacante haitiana Dumonay, que balançou as redes três vezes. Tarciane e Giovanna atuam ao lado da zagueira francesa Wendie Renard, ex-capitã da seleção francesa. Esta temporada, as brasileiras terão também a companhia da atacante espanhola de 22 anos Salma Paralluelo, que já foi titular pela ponta direita logo na sua estreia. Paralluelo veio do Barcelona, vencedor da Liga dos Campeões feminina, após ganhar justamente do clube francês na final. Principal reforço do Lyon para o ano, ela quer seguir conquistando títulos na nova equipe. “Me sinto bem preparada, com muita vontade de me integrar rapidamente ao grupo e encarar este novo desafio. O Lyon, para mim, é um clube com uma grande história, que sempre disputa competições importantes. É uma equipe vencedora, com uma mentalidade ambiciosa, e é isso que também me motiva”. No Lyon, Paralluelo vai reencontrar o técnico espanhol Jonatan Giráldez, com quem trabalhou durante sua passagem vitoriosa pelo Barcelona, em 2024. “Conheço o Jonatan (Giráldez). Obviamente, isso contribuiu para que eu viesse para o Lyon. Já trabalhei com ele e posso dizer que é um líder nato. Poder voltar a trabalhar com ele me anima muito. Além disso, é um clube que vem se mostrando capaz de lutar para ganhar todos os títulos, e é isso que quero seguir fazendo”, conta a atacante espanhola. “Espero contribuir com muito empenho a esta equipe, (tenho) muita vontade de trabalhar, aprender e ser o mais competitiva possível para que todos nós alcancemos o melhor nessa temporada”. Giraldez aprovou o desempenho da equipe durante a pré-temporada e acredita que as meninas do Lyon estão prontas para brigar pelo 20.º título da liga francesa. “Durante a pré-temporada, a gente trabalhou muito em campo, focando em aspectos táticos, ofensivos e defensivos. As jogadoras estão muito motivadas para esse início de temporada (...) E em linhas gerais, estou bem satisfeito com a performance da equipe”. Talento brasileiro dentro e fora de campo no PSG Maior rival do Lyon na França, o Paris Saint-Germain, por sua vez, conta com três brasileiros na sua equipe feminina. O DNA verde-amarelo começa já pelo comando do time, treinado pelo ex-lateral Paulo César, que tem uma relação de longa data com o clube francês. Como jogador, ele defendeu o PSG por cinco temporadas, entre 2002 e 2007. Como treinador, está no clube desde 2020, quando passou a integrar a comissão técnica do sub-19. Em 2025, foi efetivado como técnico do time feminino principal. Após uma primeira temporada de adaptação, com um terceiro lugar na liga nacional, ele acredita que o grupo está preparado para os desafios desse ano. “Eu vejo que o grupo está muito motivado. As jogadoras estão bem focadas para esse início de trabalho, com um ânimo incontestável. É isso que se espera de nós durante toda a temporada”, avaliou o treinador, em entrevista divulgada nas redes sociais do clube. No elenco do PSG, Paulo César conta com o talento das brasileiras Yaya, que joga no meio-campo, e Isabela Chagas, que atua pela lateral direita. Ambas chegaram ao clube na temporada passada. As duas foram titulares no jogo de estreia, neste sábado (5), quando o PSG derrotou o Lens por 2 a 0, fora de casa. Os gols foram marcados pela camisa 10 Aijibade e Oillic (contra). Dono de quatro títulos da Copa da França, a primeira e única vez que o Paris Saint-Germain foi campeão da liga francesa no atual formato foi em 2021. Por isso, o desafio do elenco é recolocar o clube no topo do futebol feminino nacional. “Durante a preparação, a gente dialoga bastante. Fazemos muito trabalho tático durante os treinamentos para que as jogadoras assimilem tudo que precisamos a nível técnico e físico (...) É verdade que o resultado é secundário, mas ele também é importante. Então, a gente precisa trabalhar tudo isso e, depois, a gente tira as conclusões necessárias para começar nossa temporada com todas as soluções que implementamos, para que as jogadoras estejam prontas para pôr em prática dentro de campo”, explicou o treinador brasileiro, nas redes sociais do clube. “A gente fez uma preparação muito boa. As meninas são muito fortes (...) Estou muito contente e muito ...
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