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Written by: LD - Luis Diogo
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Chamo-me Luís Diogo. Construí, escalei e vendi empresas, cheguei a ter uma equipa de 100 pessoas e percebi tarde demais o preço que estava a pagar: quanto mais a equipa crescia, menos tempo me sobrava. Hoje faço o contrário. Opero uma empresa de 10 pessoas que rende como se fossem 30, com IA a tratar do trabalho pesado e o meu tempo de volta nas minhas mãos. Neste podcast penso em voz alta sobre como o faço na prática: os sistemas que montei, as pessoas que contratei, os custos que cortei e as decisões que tomo todos os dias. Conto o que funciona e também o que correu mal. É o mesmo pensamento que ponho na newsletter SuperHuman, agora em conversa. Se tens um negócio e estás farto de o levar sozinho às costas, este sítio é para ti.

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Economics
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  • Às vezes, o mais produtivo é parar
    Jun 4 2026

    Estive umas semanas sem gravar, e há uma razão. A velocidade a que tudo está a mudar tinha-me deixado num nevoeiro: muita ansiedade e pouca lucidez para decidir. E o meu trabalho, no fundo, é decidir o dia inteiro. Quando senti que estava a chegar ao limite, fiz o que já aprendi a fazer noutras vezes: desapareci.

    Fui sozinho para os Açores, sem outro objetivo a não ser andar e desligar por completo da tecnologia. Apanhei nevoeiro nas montanhas e, curiosamente, foi a minha cabeça que ficou limpa. Voltei com a paciência renovada e com clareza sobre a direção dos próximos meses, toda ela ganha por subtração: não trouxe nada novo para fazer, trouxe o que tenho de deixar de fazer.

    Neste episódio falo dos ciclos de trabalho e pausa que respeito, de porque é que a direção certa importa mais do que a velocidade, e da maior visão que trouxe: trabalhar na máquina em vez de trabalhar no que a máquina produz. Em vez de me focar no output, vou construir os playbooks da empresa para elevar a média de toda a equipa.

    A mensagem que anotei para hoje foi simples: às vezes o mais produtivo é afastares-te. Se andas com a mesma ansiedade sobre tudo o que está a mudar, talvez esteja na altura de parares, para depois conseguires acelerar na direção certa.

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    24 mins
  • Parei de ser o gargalo da minha operação
    Jun 4 2026

    No episódio anterior falei de trabalhar na máquina em vez de ser eu o gargalo de toda a operação. Hoje mostro um exemplo concreto: o workflow que construí para fazer esta newsletter.

    Antes disso, explico uma mudança de rota. A Superhuman nasceu para validar até onde ia o negócio de uma pessoa, mas eu não defendo essa tese. O que faz sentido é documentar o que estou a viver na WhiteFlow, com equipa, clientes exigentes, contratação, fluxo de caixa, e mostrar como meto uma camada de IA por cima de tudo isso. E para imprimir escala trouxe o Tiago para a operação.

    Sobre o workflow em si: transformei a criação da newsletter num playbook de três comandos. Gravo um áudio, e a partir daí a máquina transcreve, escreve o draft na minha voz, edita, revê, e no fim publica na minha app sem eu sair do sítio. O passo que mais valorizo é o último, o compound: ele compara o draft original com as minhas edições e aprende, por isso a cada execução edito menos.

    A lição que fica é onde é que o humano tem de estar. No meu caso, no áudio e na edição final, porque é aí que está a experiência que nenhuma IA inventa. Construir isto não é trabalho automático, mas é onde devias pôr a maior parte do teu tempo, porque o retorno multiplica por toda a gente que corre o mesmo processo.

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    29 mins
  • Não delegues o teu pensamento à IA
    Jun 4 2026

    Esta semana tive de escrever, pela primeira vez, um guia de comunicação interna para a minha empresa. Não foi capricho. Comecei a ver um padrão negativo na forma como comunicávamos, e a maneira como a equipa estava a usar a IA tinha culpa nisso.

    Neste episódio explico os princípios que pus nesse documento. O primeiro é que escrevemos porque nos faz pensar. A escrita é lenta, acompanha a velocidade do pensamento e obriga a escolher cada palavra, e é isso que dá clareza. O segundo é o que mais me preocupa: não delegamos o pensamento à IA. A IA é inteligência do passado a um custo muito baixo, e nem todas as decisões do futuro têm resposta no passado. Quando delegas o teu critério a tokens, baixas a tua média e a da empresa, e deixas de ser um ativo.

    Falo também de onde a comunicação deve viver, porque o contexto é tudo para escalar, e de porque evito reuniões a todo o custo. Uma reunião é um esgoto de contexto: as decisões não ficam registadas e exige-se resposta imediata a coisas que pedem ponderação.

    No fundo, comunicação não é sobre velocidade. É sobre qualidade. E pensar, tal como comunicar e decidir, é treino. Se deixas de treinar, perdes a valência que demoraste anos a construir.

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    32 mins
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