A conversa apresentou como a Inteligência Artificial está transformando a cadeia de suprimentos ao gerar inovação, previsibilidade e vantagem competitiva. Como área crítica que representa ao menos 10% dos custos corporativos, o Supply Chain tem recebido investimentos crescentes em IA, com mais da metade das empresas alcançando retornos significativos.
A IA proporciona benefícios tangíveis, como redução de custos operacionais, aumento de produtividade e maior eficiência. Pode gerar economias expressivas, reduzindo até 40% dos custos de gestão de fornecedores e 25–50% dos custos operacionais da área de suprimentos.
Cinco workflows principais ilustram seu impacto:
Procurement Inteligente – Automatiza compras e reduz custos de aquisição em até 30%.
Gestão de Fornecedores – Monitoramento contínuo e análise de riscos, aumentando a performance em até 37%.
Controle de Estoque – Previsões precisas reduzem até 70% dos custos de armazenagem e evitam rupturas.
Análise de Demanda – Modelos avançados aumentam produtividade em 25% e agregam fatores externos.
Otimização Logística – Rotas otimizadas reduzem erros de 20–50% e melhoram entregas.
Aplicações adicionais incluem manutenção preditiva e aperfeiçoamento das operações de recebimento e expedição via Big Data.
Exemplos reais apresentados pelo especialista Maurício Dio Gugiana demonstraram ganhos concretos: previsões de demanda de longo prazo com alta acurácia, alertas de ruptura que elevaram vendas em 4%, políticas de estoque dinâmicas que aumentaram o nível de serviço e reduziram custos, e planejamento de transportes com ganhos de acurácia e redução de frota ociosa.
A nova fronteira são os Agentes de IA, capazes de raciocinar, tomar decisões autônomas e atuar como compradores ou analistas logísticos. Eles funcionam como extensões da inteligência da empresa, melhorando sistemas como WMS, TMS e roteirizadores.
Entre os desafios para adoção estão os custos tecnológicos, a necessidade de mudanças culturais, a qualificação em Machine Learning e a complexidade na preparação de dados e integração sistêmica. O texto conclui que o futuro do Supply Chain depende da capacidade das organizações de integrar workflows de IA de forma estratégica, iniciando por projetos que atacam dores mais urgentes.