• CIÊNCIA | Transição energética: onde estamos e para onde vamos?
    Oct 15 2026

    Ao atestar o depósito do carro, apenas 40% da energia do combustível é realmente utilizada. A restante perde-se, grande parte sob a forma de calor. Como podemos ser mais eficientes no aproveitamento da energia? Como eletrificar os consumos e descarbonizar a produção de eletricidade?

    Entre oportunidades e desafios, João Crispim, consultor e especialista em Energia, explica as exigências desta mudança: tem de ser rápida e obrigará a alterar o atual modelo geoestratégico.

    Neste episódio de estreia, a dupla fala de muitas outras questões: o que distingue uma energia renovável de uma energia limpa? Que tecnologias estão maduras e quais é que precisam de evoluir?

    Por fim, ficamos a saber onde está Portugal na tabela europeia de energias renováveis e que impactos poderá trazer esta transição para o país e, até, para as nossas carteiras.

    Para ficar a par de um dos maiores desafios do século, não perca este [IN]Pertinente.


    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    Vasconcelos, Jorge «A Energia em Portugal» (Ensaio FFMS, 2019)

    Sá da Costa, António «Energias Renováveis» (FFMS, 2026)

    Policy papers: «A transição energética na Europa: equilibrar o trilema» (FFMS)

    «A transição energética de Portugal – em direto»

    DGEG «Balanço Energético Sintético 2025» (Energia em Números, junho 2026)

    REN Data Hub «Os números contam»

    «Estudo de impacto das energias renováveis em Portugal» (Estudo EY-Parthenon para a APREN)


    BIOS

    João Crispim

    Formado em Engenharia e Gestão, com percurso profissional passado na REN, General Electric e no governo inglês. Atualmente é Head of ESG e Head of Grants and Incentives no Grupo Casais, Presidente do Builtcolab e da Coopérnico.

    Filipa Galrão

    Vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial.

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    46 mins
  • SOCIEDADE | Da Odisseia ao Grand Tour: o que é «ser europeu»?
    Oct 9 2026

    Como se define a Europa? Existem valores europeus? Na estreia desta nova série, Pedro Mexia e Hugo van der Ding fazem um périplo pela «ideia de Europa» – da herança histórica ao espaço geográfico, dos mitos clássicos às narrativas atuais.

    O filme «Odisseia», de Christopher Nolan, serve de ponto de partida para uma conversa entre Pedro Mexia e Hugo van der Ding sobre a Europa e sobre aquilo que reconhecemos como europeu. O que esteve na base da inesperada polémica em torno do filme? Como foram tratados a figura do herói e a guerra, a hospitalidade e os “bárbaros”? Seremos todos gregos?

    Guiada pelo ensaio «A Ideia de Europa», do filósofo e crítico literário George Steiner, a dupla percorre também uma Europa de cafés e de caminhos, de memória e de monumentos, e de um legado simultaneamente glorioso e incómodo. Que liberdade e privilégio havia no 'Grand Tour' europeu? E que valores são realmente «europeus»? Serão diferentes dos valores universais?

    Pelo caminho, poeta e humorista confrontam a noção de uma Europa construída sobre a circulação de pessoas, bens e capitais com as fraturas provocadas pelos atuais movimentos migratórios.

    Entre mitos antigos e dilemas contemporâneos, que Europa é esta que (ainda) tentamos definir?

    Um episódio imperdível - e [IN]Pertinente – para ouvir e pensar.


    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    • Homero, «Odisseia» (tradução de Frederico Lourenço, ed. orig. Livros Cotovia, 2003, ed. atual Quetzal)
    • Homer, «The Odyssey», (tradução de Emily Wilson, W. W. Norton, 2018)
    • Steiner, George, «A Ideia da Europa» (Relógio D’Água, ed. orig. 2004)
    • Wilson, Emily, «An Uncomplicated Man», (London Review of Books, 13.08.26)
    • Mendelsohn, Daniel, «Artful Weaving» (The New York Review of Books, 20.08.26)

    BIOS

    Pedro Mexia

    Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. É crítico e cronista do Expresso. Integra o painel do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer (SIC-Notícias) e colabora com o podcast O Poema Ensina a Cair. Coordena a colecção de poesia da Tinta-da-china e dirige a edição em português da revista Granta. Publicou nove livros de poesia, oito colectâneas de crónicas (Lá Fora venceu o Grande Prémio de Crónica da APE) e seis volumes de diários, incluindo o recente Zero (2026).

    Hugo Van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta BIC, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

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    44 mins
  • POLÍTICA | Quais são as linhas vermelhas do debate político?
    Oct 1 2026


    Onde se traça a fronteira entre o confronto de ideias e a hostilidade política? Que impacto tem a agressividade parlamentar na democracia e nos cidadãos? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem analisam o estado atual do discurso político em Portugal e no mundo.

    O conflito político é inevitável, e até desejável, numa democracia representativa. No entanto, estudos demonstram que, nos últimos anos, a incivilidade parlamentar assumiu maior protagonismo.

    Nesta conversa, a politóloga e a humorista esclarecem que a agressividade na política está ligada à polarização afetiva e não cresce de forma linear: oscila em torno de determinados temas - como a imigração ou o crime - e intensifica-se em momentos específicos - como nas campanhas eleitorais.

    A dupla aborda também o papel das redes sociais na amplificação do discurso hostil e questiona quem conduz esta escalada. Será que existem diferenças de género na agressividade política? E que políticos têm mais propensão para discursos incendiários?

    Pelo caminho, Sofia Serra-Silva oferece exemplos de respostas institucionais já implementadas noutros países para promover boas práticas parlamentares e compara-as com a realidade nacional.

    Para refletir sobre o peso das palavras no jogo democrático, não perca este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS ÚTEIS

    Bøggild, T., & Jensen, C. (2024) «When politicians behave badly: Political, democratic, and social consequences of political incivility» (American Journal of Political Science. Advance online publication)

    de León, A. (2026) «Asymmetric contagion: The radical right and the erosion of parliamentary civility. Parliamentary Affairs» (Advance online publication)

    Dodeigne, J. (2025) «Hostility and democratic erosion: Introducing the Political Hostility Scale (PHOS)» (Democratization. Advance online publication)

    Garzia, D., Ferreira da Silva, F., Reiljan, A., & Trechsel, A. H. (2025) «Affective polarization» (In Oxford Research Encyclopedia of Politics. Oxford University Press)

    Lee, A. H.-Y., & Ahn, C. (2025) «Talking politics in a polarized America: How perceived polarization shapes political self-censorship» (Political Behavior. Advance online publication)

    Mutz, D. C., & Reeves, B. (2005) «The new videomalaise: Effects of televised incivility on political trust» (American Political Science Review, 99(1), 1–15)

    Røed, M., Bäck, H., & Carroll, R. (2025) «Who polarizes parliament? Partisan hostility in Norwegian legislative debates» (Party Politics, 31(1), 137–147)

    Törnberg, P., & Chueri, J. (2025) «Elite political discourse has become more toxic in Western countries» (arXiv:2503.22411). arXiv.

    Wagner, M. (2024) «Affective polarization in Europe» (European Political Science Review, 16(3), 378–392)

    Yildirim, T. M. (2017) «Politics of constituency representation and legislative ambition under the glare of camera lights» (Legislative Studies Quarterly, 42(1), 101–130)

    BIOS

    Sofia Serra-Silva

    Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

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    43 mins
  • ECONOMIA | A crise da habitação trava a produtividade?
    Sep 24 2026

    Desde 2015, os preços da habitação em Portugal subiram em flecha: registámos o segundo maior aumento da UE, a seguir à Hungria. E o ritmo não está a abrandar. No início de 2026, a subida homóloga foi a mais alta da União Europeia. Mas o problema mais grave está noutros números: em 10 anos, o preço das casas aumentou quatro vezes mais do que os rendimentos dos portugueses.

    Nesta conversa, João Duarte e Manel Rosa explicam porque é que esta crise não afeta apenas quem procura casa, mas toda a economia. Ficamos a saber que uma cidade cara expulsa talento, fragiliza empresas, afasta serviços e pode travar a inovação.

    Num país em que se sai de casa dos pais, em média, aos 29 anos, a dupla aborda ainda o peso da habitação no orçamento das famílias, o choque das subidas de juros e o papel da Euribor, e a vida adiada dos jovens, cada vez mais limitados na escolha do seu destino.

    Para saber quanto custa a habitação ao futuro do país, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    Azevedo, A. B., & Pereira dos Santos, J. (2023) «Barómetro da Habitação» (Fundação Francisco Manuel dos Santos)

    OECD (2021), «Brick by Brick: Building Better Housing Policies» (OECD Publishing)

    Hsieh, C.-T., & Moretti, E. (2019) «Housing Constraints and Spatial Misallocation» (American Economic Journal: Macroeconomics, 11(2), 1–39)

    Diamond, R. (2016) «The Determinants and Welfare Implications of US Workers’ Diverging Location Choices» (American Economic Review, 106(3), 479–524)

    Rognlie, M. (2015) «Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share» (Brookings Papers on Economic Activity, 2015(1), 1–69)

    Dias, D. A., & Duarte, J. B. (2019) «Monetary Policy, Housing Rents, and Inflation Dynamics» (Journal of Applied Econometrics, 34(5), 673–687)

    BIOS

    João Duarte

    Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

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    42 mins
  • CIÊNCIA | Do coração da mulher à cardiologia do futuro
    Sep 17 2026
    A doença cardiovascular tende a ser associada a um problema masculino, no entanto, é a primeira causa de morte nas mulheres, muito acima do cancro da mama. Mas, afinal, quais são as particularidades do coração feminino? A cardiologista Cristina Gavina dá a conhecer os fatores de risco que são exclusivos das mulheres e explica porque é que continuam a chegar mais tarde a um diagnóstico. Ao longo da conversa, a especialista fala também sobre a revolução que a cardiologia está a atravessar. As cirurgias de peito aberto estão a dar lugar às intervenções menos invasivas por cateter, a medicação passa a poder ser feita mais espaçadamente no tempo e já decorrem ensaios clínicos em que se modifica o gene associado ao colesterol, um dos principais riscos da doença cardiovascular.E numa altura em que já temos relógios de pulso a monitorizar o coração e dispositivos cardíacos ligados à internet, que oportunidades e riscos trazem as novas tecnologias?Para aprender a ler os sinais, colocar as perguntas certas e agir a tempo, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEISVogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385-2438) Huxley RR, Woodward M. «Cigarette smoking as a risk factor for coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies» (Lancet. 2011;378(9799):1297-1305.) Peters SAE, Huxley RR, Woodward M. «Diabetes as a risk factor for incident coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of 64 cohorts» (Diabetologia. 2014;57(8):1542-1551.) Hayes SN, et al. «Spontaneous Coronary Artery Dissection: Current State of the Science. A Scientific Statement From the American Heart Association». Circulation. 2018;137(19):e523-e557Jin X, et al. «Women’s Participation in Cardiovascular Clinical Trials From 2010 to 2017» (Circulation. 2020;141(7):540-548.) Sabatine MS, et al. «Evolocumab and Clinical Outcomes in Patients with Cardiovascular Disease» (FOURIER). N Engl J Med. 2017;376(18):1713-1722Ray KK, et al. «Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol» (ORION-10 and ORION-11). N Engl J Med. 2020;382(16):1507-1519Stone GW, et al. «Transcatheter Mitral-Valve Repair in Patients with Heart Failure» (COAPT). N Engl J Med. 2018;379(24):2307-2318Perez MV, et al. «Large-Scale Assessment of a Smartwatch to Identify Atrial Fibrillation» (Apple Heart Study). N Engl J Med. 2019;381(20):1909-1917Baranchuk A, et al. «Cybersecurity for Cardiac Implantable Electronic Devices: What Should You Know?» J Am Coll Cardiol. 2018;71(11):1284-1288. 10.1016/j.jacc.2018.01.023BIOSCristina GavinaCristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados.Filipa GalrãoA Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.
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    41 mins
  • SOCIEDADE | Como travar a violência juvenil?
    Sep 11 2026

    O que devemos fazer quando um adolescente se torna agressivo? Será que os castigos funcionam? No último episódio desta série, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding identificam sinais de alerta e indicam estratégias para prevenir – e combater – a violência entre os mais jovens.

    A dupla analisa fenómenos que também se transformam com a tecnologia: do cyberbullying à partilha não consentida de imagens íntimas, que novos comportamentos abusivos surgem online? E como é que os podemos detetar, seja na vítima ou no agressor?

    A propósito dos padrões comportamentais de jovens violentos, o psicólogo e o comunicador questionam a eficácia dos castigos e destacam porque é que consequências consistentes devem fazer parte da resposta. Ricardo Barroso deixa ainda um alerta: mais do que proibir telemóveis ou o acesso a redes sociais, o importante é investir na literacia digital e no pensamento crítico.

    Com exemplos de programas de intervenção bem-sucedidos, em Portugal e no estrangeiro, e de estratégias práticas para pais, escolas e jovens, este episódio aponta soluções para uma questão de fundo: o que fazer, na prática, para prevenir a violência juvenil e promover um desenvolvimento saudável e integrado dos nossos adolescentes?

    Para saber como intervir, antes que seja tarde demais, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    Para os pais:

    NEUFELD, Gordon & MATÉ, Gabor «O Seu Filho Precisa de Si» (Ideias de Ler, 2021)

    Curso online sobre como lidar melhor com os filhos no dia a dia — por Alan Kazdin, psicólogo da Universidade de Yale

    Para os profissionais:

    WHO, «Guidelines and handbook on parenting interventions»

    GAFFNEY, H., TTOFI, M., FARRINGTON, D. «Effectiveness of school-based programs to reduce bullying perpetration and victimization: An updated systematic review and meta-analysis»

    ME (2010) «Violência no contexto escolar: referencial de apoio ao trabalho a desenvolver pelas Escolas»

    Programa de Prevenção da Violência Interpessoal (PREVINT)

    Filme:

    «Os Miseráveis» (de Ladj Ly, 2019)

    BIOS

    Ricardo Barroso

    Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

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    44 mins
  • POLÍTICA | Pode haver política sem políticos?
    Sep 3 2026

    Será que nos sentimos realmente representados pelos políticos que elegemos? Conseguirá a democracia representativa refletir, de forma fidedigna, a diversidade da sociedade?

    Entre o desencanto com um sistema onde 'os políticos são todos iguais' e a busca de soluções de inovação democrática, a politóloga e a humorista debruçam-se sobre as propostas que têm surgido nas últimas décadas para reforçar a participação cidadã e criar novos espaços de deliberação.

    Sabe o que são as Assembleias de Cidadãos? Nesta conversa ficamos a saber como funcionam e porque podem produzir resultados mais eficazes e criativos na resolução de problemas. Mas a democracia deliberativa também enfrenta críticas: desde a seleção aleatória dos participantes, que revela falhas, à falta de tempo do cidadão comum para se dedicar à atividade política.

    Será que o caminho é uma «democracia híbrida», que combine representação, deliberação e democracia direta? E estarão os políticos preparados para partilhar poder com cidadãos comuns e novas instituições?

    Para saber se a democracia pode ser reinventada, não perca este [IN]Pertinente.

    Referências úteis

    Elliott, K. J. «Democracy for busy people» (University of Chicago Press, 2023)

    Landemore, H. «Politics without politicians: The case for citizen rule» (Penguin, 2026).

    Jacquet, V. (2017) «Explaining non-participation in deliberative mini-publics» (European Journal of Political Research, 56(3), 640–659)

    Pilet, J.-B., Bol, D., Vittori, D., & Paulis, E. (2023) «Public support for deliberative citizens' assemblies selected through sortition: Evidence from 15 countries» (European Journal of Political Research, 62(3), 873–902)

    Pilet, J.-B., Bedock, C., Talukder, D., & Rangoni, S. (2024) «Support for deliberative mini-publics among the losers of representative democracy» (British Journal of Political Science, 54(2), 295–312)

    Ipsos. (2025, 14 de novembro). «The state of democracy 2025: Fake news, lack of accountability, extremism and corruption seen as top threats to democracy across Europe and the US»

    Renwick, A., Lauderdale, B., Russell, M., & Cleaver, J. (2022). «What kind of democracy do people want? Results of a survey of the UK population» (First Report of the Democracy in the UK after Brexit Project). The Constitution Unit, University College London.

    European Data Journalism Network. (2024, 1 de março). «The non-voter time bomb»

    Pordata. (n.d.). «População residente com idade entre 16 e 89 anos: Total e por nível de escolaridade completo mais elevado» (Fundação Francisco Manuel dos Santos. Consultado a 16 de agosto de 2026)

    Observatório Internacional da Democracia Participativa. (n.d.). «The Ostbelgien model: A long-term Citizens' Council combined with short-term Citizens' Assemblies» (Consultado a 15 de agosto de 2026)

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    Sofia Serra-Silva

    Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

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  • ECONOMIA | A produtividade compra felicidade?
    Aug 27 2026

    Ao longo da História, o aumento da produtividade permitiu-nos enriquecer e conquistar mais tempo livre – a prova é que hoje trabalharmos metade do tempo dos nossos bisavós. Mas será que esta tendência se vai manter?

    Neste episódio, o economista João Duarte analisa o impacto da produtividade nas horas que trabalhamos e no tempo de férias que temos. Sabia que na Europa se trabalha menos do que nos Estados Unidos, apesar de Portugal estar mais próximo da realidade americana do que da europeia?

    A dupla debruça-se também sobre o impacto que o teletrabalho ou a semana de 4 dias pode ter na produtividade e reflete sobre como podemos usar a riqueza que produzimos para comprar bem-estar, educação, lazer e solidariedade.

    Num mundo onde a riqueza tende a concentrar-se nas mãos de poucos, discute-se ainda o papel da redistribuição e explicam-se conceitos como o «multiplicador social do lazer» e o «rendimento básico universal».

    No fim, fica a pergunta: será que ter mais tempo livre também nos pode tornar mais produtivos?

    Para perceber se é possível trabalhar menos e ganhar mais (qualidade de vida), não perca este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS ÚTEIS

    • Keynes, J. M. «Economic Possibilities for our Grandchildren», (Essays in Persuasion, 1931)
    • Becker, G. S. «A Theory of the Allocation of Time» (The Economic Journal 75(299):493-517, (1965)
    • Boppart, T. & Krusell, P. (2020). «Labor Supply in the Past, Present, and Future: A Balanced-Growth Perspective» (Journal of Political Economy 128(1):118-157)
    • Huberman, M. & Minns, C. (2007). «The times they are not changin’…» (Explorations in Economic History 44(4):538-567)
    • Ramey, V. & Francis, N. (2009). «A Century of Work and Leisure» (AEJ: Macroeconomics 1(2):189-224.)
    • Giattino, C. & Ortiz-Ospina, E. «Are we working more than ever?», (Our World in Data)
    • Greenwood, J., Seshadri, A. & Yorukoglu, M. (2005). «Engines of Liberation» (Review of Economic Studies 72(1):109-133.)
    • Prescott, E. (2004). «Why Do Americans Work So Much More Than Europeans?». Minneapolis Fed Quarterly Review 28(1).
    • Alesina, A., Glaeser, E. & Sacerdote, B. (2005). «Work and Leisure in the US and Europe». NBER Macroeconomics Annual 20:1-64.
    • Blanchard, O. (2004). «The Economic Future of Europe». Journal of Economic Perspectives 18(4):3-26.
    • Russell, B. (1932). «Em Louvor do Ócio»;
    • Skidelsky, R. & E. (2012). «How Much is Enough?» (Allen Lane).
    • Reid, D. (1976). «The Decline of Saint Monday», 1766-1876». Past & Present 71:76-101.

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    João Duarte

    Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

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